Pular para o conteúdo
bolsonaros.com

Família Bolsonaro

Flávio Bolsonaro

Na imprensa ×17Indenização revertidaImprobidadeLavagem de dinheiroEvasão de divisasCorrupção (modalidade não especificada no documento)Incitação ao crime (art. 286 do Código Penal)Organização criminosaPeculatoApropriação indébita

Filho 01 de Jair Bolsonaro

Verbete do arquivo bolsonaros.com · cada afirmação aponta para a fonte

Filho de Jair Bolsonaro, nascido em 30/04/1981 em Resende (RJ), segundo os dados abertos do Senado. Eleito deputado estadual no Rio de Janeiro em 2002 pelo PPB e reeleito pelo PP em 2006, 2010 e 2014, segundo o TSE. Candidato a prefeito do Rio em 2016 pelo PSC (não eleito). Eleito senador pelo RJ em 2018 pelo PSL; no Senado desde 01/02/2019, com mandato até 31/01/2027; filiado ao PL desde 30/11/2021. Candidato do PL à Presidência da República em 2026: ficou em primeiro lugar no 1º turno (04/10/2026), com 47,03% dos votos válidos, e disputa o 2º turno em 25/10/2026, segundo o TSE.

Ver o mapa interativo: casos, pessoas e relações →

Última conferência: 14 out. 2026 ·

Cargos e mandatos

  1. Deputado estadual do Rio de Janeiro (quatro mandatos consecutivos) — Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) (PPB (eleição de 2002); PP (eleições de 2006, 2010 e 2014))

    2003 – atual ou não informado · Eleito em 2002, 2006, 2010 e 2014, segundo os dados de candidatos do TSE. Datas exatas de posse e de fim não conferidas em fonte da Alerj; a legislatura estadual termina em 31/01/2019, e ele assumiu o Senado em 01/02/2019, sem solução de continuidade, como registra o voto do HC 201.965. A Itatiaia informa 22.860 votos em 2002 (não conferido no TSE).

  2. Candidato a prefeito do Rio de Janeiro (não eleito) (PSC (coligação PSC/PRP))

    2016 – 2016 · Candidatura, não cargo exercido. Não eleito, segundo o TSE. A Itatiaia informa 4º lugar no 1º turno, com 424.307 votos (não conferido no TSE).

  3. Senador da República pelo Rio de Janeiro — Senado Federal (PSL (eleição de 2018); sem partido; Patriota; PL)

    1 fev. 2019 – atual ou não informado · Mandato 2019–2027 (56ª e 57ª legislaturas). Filiações registradas pelo Senado: PSL 01/01/2019–19/11/2019; sem partido 20/11/2019–30/05/2021; Patriota 31/05/2021–29/11/2021; PL desde 30/11/2021. Eleito em 2018 pelo PSL, segundo o TSE; a Itatiaia informa 4.380.418 votos (não conferido no TSE).

  4. Candidato à Presidência da República (eleição de 2026) (PL)

    2026 – atual ou não informado · Candidatura, não cargo exercido. Primeiro lugar no 1º turno (04/10/2026), com 56.104.503 votos (47,03% dos votos válidos), e situação '2º turno', com 100% das seções totalizadas, segundo o arquivo oficial de resultados do TSE. O 2º turno está marcado para 25/10/2026, segundo o arquivo de configuração de eleições do TSE.

Escândalos: principais episódios documentados

  • "Abin paralela": Carlos Bolsonaro, indiciado pela PF e não denunciado, tem caso enviado à Justiça Federal; STF arquiva quanto a Jair, já condenado na AP 2668 — Senador; citado no relatório da PF como suposto beneficiário de ação ligada à Receita Federal; não investigado nem indiciado na Pet 11.108

    A Petição 11.108 do STF, aberta em março de 2023, apurou o uso pela Abin, no governo Jair Bolsonaro, do sistema First Mile, que localizava celulares sem ordem judicial, e de outras estruturas da agência para monitorar adversários. Em 12/06/2025 a Polícia Federal concluiu que houve uma organização criminosa comandada pelo então diretor-geral Alexandre Ramagem e indiciou 36 pessoas, entre elas o vereador Carlos Bolsonaro, por organização criminosa; Jair Bolsonaro, apontado pela PF como "principal destinatário", não foi indiciado porque já respondia à ação penal da trama golpista. A PGR não ofereceu denúncia e, em 20/07/2026, o relator Alexandre de Moraes arquivou a investigação quanto a Jair Bolsonaro e Ramagem, condenados na AP 2668 por fatos que incluíam a "Abin paralela" (Jair Bolsonaro foi condenado pela 1ª Turma do STF em 11/09/2025, na ação da trama golpista, com trânsito em julgado declarado em 25/11/2025; para Ramagem, ver o procedimento da AP 2668), e remeteu à Justiça Federal a apuração sobre Carlos e outros 27 indiciados, cuja situação não foi localizada em 14/10/2026. Flávio Bolsonaro aparece no relatório como suposto beneficiário de um dos episódios, sem ser investigado; não se localizou menção a Eduardo Bolsonaro no relatório nem na decisão de 20/07/2026.

  • Banco Master e o filme "Dark Horse": recursos de Daniel Vorcaro para a cinebiografia de Jair Bolsonaro (2024–2026) — senador (PL-RJ); negociou com Vorcaro o financiamento do filme; investigado no STF desde 22/07/2026 (procedimento vinculado ao Inq 5.026)

    Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, o financiamento de "Dark Horse", filme sobre Jair Bolsonaro: um contrato de US$ 24 milhões, dos quais cerca de R$ 61 milhões foram pagos em 2025, por remessas da Entre Investimentos ao fundo Havengate, nos EUA, administrado pelo advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro. O BC liquidou o Master em 18/11/2025, e o STF decretou a prisão preventiva de Vorcaro em 03/03/2026, apontando "indícios consistentes" de gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro no banco. Desde 22/07/2026, Flávio é investigado no STF por suspeita de lavagem, evasão de divisas e corrupção ligadas ao filme. Nenhum documento oficial lido afirma que o dinheiro do filme é produto de crime: a origem e o destino dos recursos ainda estão sob investigação.

  • A casa na Ilha Comprida: a disputa entre Willer Tomaz e a empresa de Richarlison — senador (PL-RJ); visitou a casa em 2020 e em 2021; arrolado como testemunha pela empresa ligada a Richarlison; nunca foi parte no processo

    Uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), foi comprada em 2020 pela Sport 70, empresa ligada ao jogador Richarlison e a seu então empresário. Em 2022, uma ação de reintegração de posse movida pela empresa que constava como titular dos direitos de ocupação desde 1986 levou a casa para a WT Administração, de Willer Tomaz, advogado amigo do senador Flávio Bolsonaro. Segundo as reportagens, o terreno é da União; Tomaz diz ter comprado regularmente os direitos de ocupação e regularizado o registro na Secretaria do Patrimônio da União. Em 2025 o STJ manteve a decisão favorável à empresa de Tomaz. Flávio, que visitou a casa em 2020 e voltou lá com Tomaz em 2021, foi arrolado como testemunha pela empresa do jogador; nunca foi parte e diz não ter vínculo com o imóvel. Em 2026, Richarlison voltou a cobrar o caso em público e diz não ter recuperado o que pagou. É uma disputa cível; ninguém foi acusado de crime por ela.

  • Caso Ana Clara: Flávio Bolsonaro como advogado do policial acusado — senador (PL-RJ) e candidato à Presidência em 2026; integrou a defesa do policial como advogado e assinou recurso ao STJ em 2024

    Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, morreu em 2 de fevereiro de 2021, atingida por um tiro de fuzil na porta de casa, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói (RJ), durante um patrulhamento da Polícia Militar. O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o cabo Bruno Dias Delaroli, que responde como acusado: não foi julgado nem condenado. Em 2024, o senador Flávio Bolsonaro integrou a defesa do policial e assinou um recurso ao STJ contra a decisão que o levou ao Tribunal do Júri; o recurso foi negado, segundo a imprensa. O caso voltou ao debate público em 2026, em reportagens e na campanha presidencial. O dossiê separa o que está documentado, as alegações de cada lado e a resposta de Flávio Bolsonaro. Os autos não foram lidos; o que é processual vem de reportagens e está atribuído.

  • CPI da Pandemia: indiciamentos propostos a Jair, Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro e o destino de cada proposta — Senador e membro suplente da CPI; indiciamento proposto por incitação ao crime (art. 286); requerido na Pet 10.064, convertida em inquérito

    O relatório final da CPI da Pandemia, aprovado pela comissão em 26/10/2021, propôs indiciar Jair Bolsonaro por nove tipificações e Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro por incitação ao crime (art. 286 do CP). É conclusão de CPI, não acusação formal. Até 14/10/2026 não se localizou denúncia contra nenhum dos quatro com base nessas imputações. Duas apurações sobre Jair foram extintas em 2023 a pedido da PGR, com recurso pendente no Plenário do STF. Outras três seguem sem decisão de arquivamento visível. A apuração preliminar sobre incitação (Pet 10.064), que tem o pai e os três filhos entre os requeridos, foi convertida em inquérito sigiloso em 17/09/2025; a decisão de conversão cita crimes contra a administração pública, e o objeto do inquérito resultante não é público.

  • Flávio Bolsonaro é dono de bet? O que dizem os registros e as reportagens — senador (PL-RJ) e candidato à Presidência em 2026; não aparece em registro societário de bet lido; investigado em inquérito no STF sobre suspeitas de lavagem envolvendo Willer Tomaz, segundo o Estadão; nega irregularidades

    Nenhum registro público lido mostra Flávio Bolsonaro como sócio ou administrador de casa de apostas: o cadastro da Rede Loto (a Best Bet) na Receita tem como sócia uma holding da Ilha da Madeira ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador, e a declaração de bens de Flávio ao TSE não nomeia nenhuma bet. O que está documentado é outra coisa: segundo a PF, citada pela Folha, a dona da Best Bet pagou em 2025 voos de jato de Flávio na Europa, e um inquérito no STF, sob relatoria de Alexandre de Moraes, apura suspeitas de lavagem envolvendo Tomaz e cita a relação dele com o senador; a piauí afirma que documentos indicam que Flávio foi sócio indireto da bet e que a PF quer investigar se ele era sócio oculto. Flávio nega qualquer relação financeira com Tomaz e chama as suspeitas de "fake news"; Tomaz diz que pagou as viagens do próprio bolso. É investigação em curso: não há indiciamento, denúncia ou condenação. No Senado, Flávio votou contra a Lei das Bets em 2023 e hoje diz defender apostas esportivas, mas não cassinos on-line.

  • Flávio Bolsonaro e o “esquema na pandemia”: o que há sobre os hospitais federais do Rio e a Precisa — senador (PL-RJ) e candidato à Presidência em 2026; apontado como influente nos hospitais federais do Rio (2019–2022) por reportagem, por adversários e por um ex-aliado; não foi indiciado, denunciado nem condenado por esses fatos; negou indicações

    A expressão “Flávio Bolsonaro esquema pandemia” ganhou as buscas em outubro de 2026, na reta final do segundo turno, depois que o deputado André Janones pediu a apoiadores que a pesquisassem. Ela remete sobretudo a uma reportagem da Agência Pública (1º/10/2026): segundo gestores, parlamentares e servidores ouvidos, Flávio, sem cargo no governo do pai, teve forte influência sobre os seis hospitais federais do Rio entre 2019 e 2022. O deputado Otoni de Paula o acusou de chefiar um esquema de corrupção nesses hospitais, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o chamou de “poderoso chefão” deles; nenhum dos dois apresentou provas públicas. Auditorias do TCU e da CGU citadas pela Pública e pelo deputado Lindbergh Farias apontaram sobrepreço em licitações do Hospital dos Servidores (cerca de R$ 69 milhões e R$ 18,1 milhões), detectado antes da assinatura dos contratos, mas as fontes lidas não ligam essas licitações a Flávio. Em agosto de 2026, Lindbergh pediu ao STF que apure a conduta do senador, dizendo não lhe imputar crime. Separadamente, Flávio levou o dono da Precisa Medicamentos, empresa da Covaxin, a uma reunião com o presidente do BNDES em 2020, o que ele confirmou e disse ter sido para um projeto de internet; a piauí relata que um executivo da Precisa lhe deu um Rolex num passeio de lancha em julho de 2020, o que não foi confirmado por outra fonte. A CPI da Pandemia propôs indiciar Flávio só por incitação ao crime, não por esses fatos. Não há denúncia nem condenação. Em 2019 Flávio negou participação numa nomeação em Bonsucesso e, em 2021, segundo o Correio da Manhã, negou ter indicado diretores; sobre as reportagens de 2026, as fontes lidas não trazem resposta dele.

  • Flávio Bolsonaro e o meio ambiente: projetos, plano de governo e declarações (2019–2026) — senador (PL-RJ) e candidato à Presidência em 2026; autor ou coautor dos PLs 2362/2019, 6479/2019 e 3490/2024 e coautor da PEC 24/2025; plano de governo e falas de campanha sobre licenciamento e “entraves ambientais”

    Reúne as propostas e falas de Flávio Bolsonaro, senador (PL-RJ) e candidato à Presidência em 2026, que flexibilizam regras ambientais, e as conferidas em fonte primária. No Senado, ele apresentou com Marcio Bittar o PL 2362/2019, que revogava a Reserva Legal do Código Florestal e foi retirado pelo autor em 15/08/2019; é autor único do PL 6479/2019, que revoga o decreto de criação da Estação Ecológica de Tamoios (Angra dos Reis), área onde o Ibama autuou Jair Bolsonaro por pesca em 2012; e é coautor do PL 3490/2024, de Carlos Portinho, que tira o Alto Corcovado do Parque Nacional da Tijuca. O plano de governo registrado no TSE propõe que a licença ambiental seja concedida se o órgão não decidir no prazo, e também fixa a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2029. Em Marabá (PA), em 19/10/2026, ele disse que o produtor vai “fazer o que quiser na sua terra” e que vai acabar com entraves ambientais que atribui a “razões ideológicas”. Dois projetos aprovados pela Câmara em 20/05/2026 (embargos do Ibama e Flona do Jamanxim) não são de autoria nem de relatoria de Flávio. Propor ou defender mudança de lei não é ilegalidade; o dossiê registra textos, votos e falas, sem avaliar o mérito.

  • Projetos e pautas de Flávio Bolsonaro no Legislativo — senador (PL-RJ), autor, coautor e relator das proposições

    Levantamento, na base de dados abertos do Senado, das proposições de autoria, coautoria ou relatoria de Flávio Bolsonaro sobre armas, legítima defesa de policiais, anistia ao 8 de janeiro, STF, aborto, drogas e voto impresso, com a situação de cada uma em 14/10/2026, e de falas dele no plenário sobre esses temas. Nenhuma das proposições listadas virou lei. Não foi encontrada proposição dele sobre caça no Senado. O período na Alerj (2003–2019) não foi pesquisado.

  • Imóveis da família Bolsonaro pagos com dinheiro vivo — senador; parte de seus imóveis no Rio aparece na investigação da “rachadinha” na Alerj, cujas provas foram anuladas pelo STJ; pediu e obteve no TJDFT a retirada temporária das reportagens do UOL

    Em 30/08/2022, em plena campanha, o UOL publicou levantamento dos repórteres Thiago Herdy e Juliana Dal Piva em escrituras e certidões de cartório: desde os anos 1990, Jair Bolsonaro, irmãos, os três filhos mais velhos, a mãe e duas ex-mulheres negociaram 107 imóveis, dos quais pelo menos 51 foram pagos total ou parcialmente em dinheiro em espécie, num total de R$ 13,5 milhões (R$ 25,6 milhões corrigidos pelo IPCA). Bolsonaro reagiu perguntando “qual é o problema” de comprar imóvel com dinheiro vivo e, dias depois, passou a dizer que a expressão “moeda corrente” das escrituras não indica dinheiro vivo — ponto em que entidades de cartórios lhe deram razão em parte e o UOL e a agência Aos Fatos o contestaram. Um desembargador do TJDFT mandou retirar as reportagens do ar a pedido de Flávio Bolsonaro; o ministro André Mendonça (STF) derrubou a ordem no dia seguinte. O mesmo ministro negou, em 2022, o pedido do senador Randolfe Rodrigues para investigar a família e arquivou, em 2023, pedido semelhante do deputado Reginaldo Lopes, por falta de justa causa. Comprar imóvel em dinheiro não é crime; ninguém foi denunciado por essas compras.

  • Inquéritos 4781 e 4874 do STF e CPMI das Fake News: Jair Bolsonaro investigado, sem denúncia localizada contra a família — Citado uma vez no depoimento de Joice Hasselmann à CPMI, segundo a qual ataques do grupo à Lava Jato visavam "proteger o Senador Flávio"; nenhuma condição processual documentada nestes procedimentos

    O STF mantém dois inquéritos sobre ataques digitais às instituições: o Inq 4781, aberto em 2019 pela Presidência do Tribunal e sigiloso, e o Inq 4874, aberto em 2021 para apurar uma organização "de forte atuação digital", que o próprio STF chama de inquérito das "milícias digitais". Nenhum dos dois resultou, até 14/10/2026, em denúncia localizada contra integrante da família Bolsonaro. Jair Bolsonaro é investigado desde 04/08/2021 na Pet 9842, notícia-crime do TSE sobre o pronunciamento de 29/07/2021 contra as urnas, hoje apensada ao Inq 4874 e sem desfecho localizado. A expressão "gabinete do ódio" aparece em depoimento à CPMI das Fake News, em decisão do STF que a atribui a deputados, em relatório parcial da PF que a diz "autodenominada" pelos próprios integrantes e em notícia oficial do STF; a CPMI terminou sem aprovar relatório.

  • Joias e presentes de governos estrangeiros: Jair Bolsonaro indiciado pela PF, sem denúncia; pedido de arquivamento da PGR sem decisão — senador; reagiu publicamente ao indiciamento

    Em outubro de 2021 a Receita Federal reteve em Guarulhos um conjunto de joias presenteado por autoridades sauditas à comitiva do Ministério de Minas e Energia; outros presentes recebidos por Jair Bolsonaro ou por essa comitiva foram destinados ao acervo privado dele. Segundo a Polícia Federal, parte desses bens foi levada aos EUA e vendida ou posta à venda em 2022. Depois que o TCU mandou entregá-los, a defesa entregou dois conjuntos à Caixa em 2023; de um relógio Patek Philippe vendido nos EUA, a PF dizia em 2023 não haver indício de recuperação. O relatório final da PF (julho de 2024) indiciou Bolsonaro e outras 11 pessoas. Em 04/03/2026 a PGR promoveu o arquivamento, alegando lacuna legislativa sobre a natureza jurídica desses presentes; o relator no STF devolveu os autos à PGR e, no andamento oficial consultado em 14/10/2026, não havia decisão sobre o arquivamento nem denúncia. Na esfera fiscal, a Receita lavrou o Auto de Infração nº 10814.721675/2026-12, e o relator determinou em 06/10/2026 a intimação de Bolsonaro. Bolsonaro afirmou em 2023 nunca ter praticado ilegalidade, e a defesa sustenta que ele não tinha ingerência sobre os presentes (ver Respostas).

  • A loja de chocolates de Flávio Bolsonaro e a suspeita de lavagem no caso da "rachadinha" — sócio da Bolsotini (franquia Kopenhagen) desde 2015, então deputado estadual; investigado no PIC do MPRJ; a loja foi alvo de busca em 2019; a denúncia de 2020, rejeitada em 2022, não incluiu a loja entre as imputações; nega as acusações

    Desde 2015 Flávio Bolsonaro foi sócio, com um empresário, da Bolsotini Chocolates e Café, franqueada da Kopenhagen num shopping da Barra da Tijuca (Rio). Na investigação da "rachadinha" no antigo gabinete dele na Alerj, o Ministério Público do Rio suspeitou que a loja tivesse sido usada para dar aparência legal a dinheiro desviado: segundo reportagens, os promotores apontaram depósitos em dinheiro vivo desproporcionais ao faturamento, R$ 1,6 milhão de diferença entre 2015 e 2018 e, somada a compra da franquia, ao menos R$ 2,1 milhões sob suspeita. A loja foi alvo de busca e apreensão em 18/12/2019. A denúncia apresentada em 2020 deixou a loja de fora das imputações e citou a empresa como linha de investigação a continuar. Em fevereiro de 2021 a franquia foi devolvida ao grupo dono da marca. As provas do caso foram anuladas pelo STJ e pelo STF por motivos processuais, e a denúncia foi rejeitada em 2022 sem ter sido recebida. Flávio nega as acusações e diz que a loja foi comprada com recursos próprios declarados. Ninguém foi condenado.

  • Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas — deputado estadual titular do gabinete à época; investigado no PIC do MPRJ e denunciado em 2020 (denúncia rejeitada em 2022, sem ter sido recebida)

    Relatório do Coaf revelado em dezembro de 2018 apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 na conta de Fabrício Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj. O MPRJ investigou suspeita de devolução de salários de servidores do gabinete e, em outubro de 2020, denunciou Flávio, Queiroz e outras 15 pessoas por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. Em 2021, o STJ anulou a quebra de sigilo bancário e fiscal e declarou o juiz de 1º grau incompetente, com anulação de decisões dele (alcance descrito de modo diferente pelas fontes); o STF anulou quatro relatórios do Coaf e declarou imprestáveis, em relação a Flávio, os elementos colhidos pelo MPRJ. Em 16/05/2022, depois de pedido do próprio MPRJ, o Órgão Especial do TJRJ rejeitou a denúncia por falta de justa causa: ela nunca foi recebida, e não houve julgamento de mérito, condenação ou absolvição. Na esfera cível, o MPRJ move uma ação de improbidade contra ex-assessores do gabinete, em curso. Flávio Bolsonaro nega irregularidades (ver Respostas).

  • Willer Tomaz: o advogado amigo de Flávio Bolsonaro na mira da PF — senador (PL-RJ) e candidato à Presidência em 2026; amigo de Tomaz; não é alvo da Operação Sem Desconto segundo o Estadão; nega relação financeira com Tomaz

    Willer Tomaz é advogado e empresário em Brasília, com trânsito entre políticos de vários partidos, e amigo declarado do senador Flávio Bolsonaro. Em 2017 foi preso na Operação Patmos, acusado de cooptar um procurador da República em favor da JBS; a denúncia foi depois rejeitada pelo TRF-1 por falta de provas, segundo o Estadão. Em agosto de 2026 foi alvo de buscas da PF na Operação Sem Desconto (fraudes no INSS), que, segundo a polícia, apura se ele serviu de apoio financeiro e patrimonial ao senador Weverton Rocha. Reportagens documentam viagens com Flávio, um voo em jato do qual Tomaz era cotista ao lado de empresa ligada a Daniel Vorcaro, um imóvel usado por Flávio na campanha, e-mails sobre uma conta de offshore de Tomaz, apostas bilionárias e, em 19/10/2026, uma operação sobre vazamento de decisões do STJ para ele. Tomaz nega todas as irregularidades e diz não ser investigado na Sem Desconto; Flávio diz que entre os dois há só amizade. Ninguém aqui foi condenado.

Situação dos procedimentos

Agrupados por natureza. Cada grupo segue regras próprias e não deve ser somado aos outros; o número de procedimentos não indica culpa. A situação mostrada é a desta pessoa em cada procedimento, na data de verificação.

Esfera criminal

Inquéritos, denúncias, ações penais e seus recursos e incidentes. Investigação e denúncia não são condenação.

Comissões parlamentares de inquérito

Conclusões e pedidos de indiciamento de CPI não são acusação formal nem decisão judicial.

  • CPI da Pandemia (Senado Federal, 2021) — relatório final e propostas de indiciamento Outra situação (ver ficha)

    Conclusão de CPI, não acusação formal: art. 286 do Código Penal (incitação ao crime). O relatório também o lista entre os "possíveis autores" de improbidade administrativa cujos documentos seriam enviados à Procuradoria da República no DF, sem tipificação correspondente no resumo dos indiciamentos.

    Verificado em 14 out. 2026

Esfera cível, administrativa e de controle

Ações de improbidade, processos administrativos, disciplinares e auditorias. Não são processos criminais.

Cronologia

  1. 21 out. 2026 — André Janones pede, num grupo de apoiadores de Lula, que pesquisem “Flávio Bolsonaro esquema pandemia” no Google, e a expressão ganha destaque nas buscas, segundo o NC News, que ressalva que o aumento das buscas não comprova esquema algum. No mesmo dia, a piauí publica a reportagem sobre o passeio de lancha com executivos da Precisa. Fato documentado

    Dossiê: Flávio Bolsonaro e o “esquema na pandemia”: o que há sobre os hospitais federais do Rio e a Precisa

    • NC Newsfichaparágrafos de abertura e trecho “o aumento das buscas não comprova a existência de qualquer esquema envolvendo Flávio Bolsonaro”
    • revista piauífichacabeçalho: data “21 Out 2026”
  2. 20 out. 2026 — A piauí publica que documentos “indicam” que Flávio foi sócio indireto da Best Bet e que a PF pediu ao STF um inquérito sobre a suspeita de que ele era sócio oculto da bet. A Folha informa que o mesmo inquérito apura condutas de Cláudio Castro e Alexandre Ramagem. O Metrópoles mostra que a Rede Loto lançou marcas de apostas que não divulgou. Flávio pede a Moraes acesso aos autos. Alegação atribuída

    Dossiê: Flávio Bolsonaro é dono de bet? O que dizem os registros e as reportagens

  3. 19 out. 2026 — Flávio divulga nota: diz que a relação com Tomaz é de amizade entre famílias, que nunca manteve conta tendo Tomaz ou suas empresas como usuário master e que as insinuações visam “espalhar Fake News”. Tomaz diz que não há “sócios ocultos” e que a Rede Loto “nunca lançou operação de apostas”. Declaração registrada

    Dossiê: Flávio Bolsonaro é dono de bet? O que dizem os registros e as reportagens

  4. 19 out. 2026 — Em discurso de campanha em Marabá (PA), Flávio promete regularização fundiária e diz: “Você vai poder plantar, criar gado, vai fazer o que quiser na sua terra e o que você explorar da terra é seu. Esses entraves que existem ambientais por causa de razões ideológicas a gente vai acabar”, segundo a Folhapress. Declaração registrada

    Dossiê: Flávio Bolsonaro e o meio ambiente: projetos, plano de governo e declarações (2019–2026)

  5. 19 out. 2026 — Operação Linceu: a PF faz busca contra Humberto Fontoura Pradera, ex-secretário de TI do STJ, suspeito de repassar a Tomaz informações de processos antes da divulgação oficial. A investigação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes (STF). Tomaz nega. Suspeita sob investigação

    Dossiê: Willer Tomaz: o advogado amigo de Flávio Bolsonaro na mira da PF

    • ICL Notíciasfichaparágrafos de abertura e trecho “Willer nega ter tido acesso irregular”
  6. 18 out. 2026 — No debate presidencial da Band, Lula pergunta a Flávio Bolsonaro por que atuou na defesa do policial; Flávio responde que não se pode criminalizar a advocacia. Declaração registrada

    Dossiê: Caso Ana Clara: Flávio Bolsonaro como advogado do policial acusado

  7. 18 out. 2026 — O Estadão revela que a PF enviou ao STF um novo inquérito para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo a relação de Flávio com Tomaz, com Moraes como relator. No mesmo dia, o UOL informa que a PF investiga R$ 1,4 bilhão em transações entre Tomaz e a Blaze e tem como hipótese que ele seja sócio oculto dessa outra casa de apostas, o que ele nega. Suspeita sob investigação

    Dossiê: Flávio Bolsonaro é dono de bet? O que dizem os registros e as reportagens

  8. 18 out. 2026 — No debate da Band, Flávio admite: “De fato, a saúde não foi uma área que a gente teve o melhor resultado. Eu faço aqui esse mea-culpa”. Quando Lula diz que ele cobrava pedágio de funcionários de um hospital para estacionar, Flávio diz que Lula estava “vomitando um monte de mentiras”. Padilha publica no X que pessoas próximas a Flávio foram indicadas para direções e que contratos sem licitação eram cerca de 70% das contratações. Declaração registrada

    Dossiê: Flávio Bolsonaro e o “esquema na pandemia”: o que há sobre os hospitais federais do Rio e a Precisa

    • Poder360fichacitações de Flávio no debate e paráfrase da publicação de Padilha

Ver os 254 eventos na cronologia →

Pautas e posições

Registros documentados desta pessoa por pauta. O número de registros mede o acervo, não a conduta; pautas sem registro não significam ausência de atuação, apenas pesquisa não feita ou sem resultado nas fontes consultadas.

Cobertura da pesquisa: Não pesquisado (5) · Registros localizados (6). Ver a matriz completa.

Declarações e checagens

Checagens

Declarações

Ver todas as 14 declarações na biblioteca →

Relações documentadas na rede

  • Contexto documentado — não representado no mapa da rede por não poder ser descrito com precisão como vínculo.

    Adriano da Nóbrega — Nomeação ou trabalho em gabinete/governo (Profissional)

    Vínculo indireto: Adriano não ocupou cargo no gabinete. Segundo reportagens (Estado de Minas/Estadão, 12/02/2020; Congresso em Foco, 16/02/2020), a então esposa e a mãe dele foram lotadas no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, a esposa a partir de 2007 e a mãe a partir de 2016, até novembro de 2018; as datas exatas divergem entre as reportagens e não foram conferidas em documento oficial da Alerj. Em nota de 22/01/2019, a defesa de Queiroz afirmou ter pedido as nomeações; Flávio atribuiu a Queiroz a responsabilidade pelas contratações (JB).

    Depois que os fatos vieram a público: Segundo o JB (22/01/2019), as duas trabalharam no gabinete até novembro de 2018; o vínculo veio a público em 22/01/2019, dia da Operação Intocáveis.

    • Estado de Minasfichaparáfrase: esposa de 06/09/2007 a 14/11 (ano ambíguo no texto) e mãe de 11/05/2016 a 14/11/2018
    • Congresso em Focofichaparáfrase: esposa de 2007 a nov/2018; mãe de abril de 2016 a nov/2018; empregadas com ajuda de Queiroz
    • Jornal do Brasilfichatrechos: nota de Queiroz (pediu a contratação por solidariedade à família) e nota de Flávio: "a contratação das duas seria da responsabilidade de Queiroz"
  • Adriano da Nóbrega — Homenagem, condecoração ou apoio público (Político, recorrente, 24 out. 2003 – ago. 2005)

    Como deputado estadual, Flávio Bolsonaro apresentou a Moção nº 2650/2003 (24/10/2003), de louvor ao 1º Ten PM Adriano Magalhães da Nóbrega, e o Projeto de Resolução nº 1067/2005 (entrada em 22/06/2005), que lhe concedeu a Medalha Tiradentes; o projeto foi aprovado em discussão única em agosto de 2005 (votação registrada em 24/08/2005) e resultou na Resolução 931/2005. Segundo a Exame/Estadão (25/01/2019), Adriano estava preso preventivamente desde janeiro de 2004, acusado de homicídio, quando o projeto foi apresentado e aprovado, e foi absolvido em novo júri em 2007. São dois atos legislativos; não há nas fontes lidas registro de outro contato entre os dois.

    Depois que os fatos vieram a público: Em 2019, Flávio disse que Adriano "sofria uma injustiça, reconhecida com sua absolvição" (Exame/Estadão, 25/01/2019); em fevereiro de 2020 afirmou: "Condecorei o Adriano há mais de 15 anos" (Congresso em Foco, 16/02/2020).

  • Daniel Vorcaro — Relação comercial (Financeiro, recorrente, dez. 2024 – nov. 2025)

    Flávio Bolsonaro pediu a Vorcaro o financiamento de "Dark Horse": contrato de US$ 24 milhões em 14 parcelas, com ao menos cerca de R$ 61 milhões pagos via Entre Investimentos e o fundo Havengate. Os dois se conheceram em dezembro de 2024, segundo Flávio. Ao longo de 2025, Flávio cobrou parcelas atrasadas. Em 16/11/2025, véspera da prisão do banqueiro, escreveu: "Irmão, estou e estarei contigo sempre". Desde 22/07/2026, Flávio é investigado no STF por suspeita, em tese, de lavagem, evasão de divisas e corrupção ligadas a esse financiamento. Vorcaro está preso preventivamente por decisão de 03/03/2026, em outro procedimento (Pet 15.556).

    Depois que os fatos vieram a público: Depois da reportagem de 13/05/2026, Flávio passou a descrever a relação como "patrocínio privado" de um "filme privado", sem contrapartida, e manteve essa versão no Jornal Nacional (28/08/2026).

    • CNN Brasilfichanota de Flávio Bolsonaro reproduzida pela CNN; trecho: "o aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai"; "Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024"; "Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem."
    • CNN Brasilfichaentrada de 18/12/2024; trecho: "O valor do investimento é de US$ 24 milhões , divido em 14 parcelas (duas de US$ 2 milhões e o restante de US$ 1,66 milhões)."; "representada por Karina da Gama e Michael Brian Davis"
    • Agência Brasil (EBC)fichaparágrafo sobre 16/11/2025; trecho: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente."
    • Agência Brasil (EBC)fichaseção "Imagina um calote"; trecho: "Em 8 de setembro de 2025, Flávio voltou a procurar Vorcaro por causa de parcelas atrasadas."
    • Metrópolesfichaparágrafo com a transcrição do pedido da PF e da autorização; trecho: "para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro"; "Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial"
    • primáriaSupremo Tribunal Federal (cópia no Wikimedia Commons)fichap. 40, § 106 (dispositivo); trecho: "DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA DOS INVESTIGADOS"; "(i) DANIEL BUENO VORCARO;(ii) FABIANO CAMPOS ZETTEL"
  • Fabrício Queiroz — Nomeação ou trabalho em gabinete/governo (Profissional, continuada)

    Queiroz foi assessor do gabinete de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, na Alerj; o TJRJ o identifica como "ex-assessor" do senador. Segundo reportagens, foi exonerado em outubro de 2018 (15 ou 16/10, conforme a fonte); a data de nomeação não foi localizada em documento oficial. Flávio e Queiroz afirmaram que ele tinha autonomia para indicar assessores (Metrópoles, 09/06/2019). Em nota de 22/01/2019, a defesa de Queiroz disse que ele pediu a nomeação de duas familiares de Adriano Magalhães da Nóbrega no gabinete (JB). As acusações e a situação processual estão no envolvimento da ficha de Queiroz.

    Depois que os fatos vieram a público: Em 01/09/2024, Flávio gravou vídeo pedindo votos para Queiroz, candidato do PL a vereador em Saquarema (RJ), e disse que ele foi alvo de perseguição (Metrópoles, 01/09/2024).

  • Frederick Wassef — Relação comercial (Profissional, continuada)

    Wassef atuou como advogado de Flávio Bolsonaro, inclusive no caso das "rachadinhas" (Poder360, 18 e 20/06/2020). Em 18/06/2020, Queiroz foi preso em imóvel de Wassef em Atibaia (SP); Wassef negou tê-lo escondido e disse que o local estava em obras. Segundo O Povo (29/08/2023), ele deixou a defesa de Flávio depois que veio a público onde Queiroz estava. O Poder360 (01/07/2026) ainda o identifica como advogado de Flávio. O período de representação não foi documentado (procuração ou registro processual não localizado).

    Depois que os fatos vieram a público: Em vídeo de 28/08/2023, após busca da PF relacionada às joias, Flávio declarou: "Eu confio 100% na capacidade e na lealdade do Wassef" (O Povo, 29/08/2023).

    • Poder360fichasubtítulo: "Estava na casa do advogado de Flavio"; texto: "Queiroz estava em 1 imóvel do advogado Frederick Wassef, advogado de Flávio e de Jair Bolsonaro"
    • Poder360fichatrechos: "Queiroz não estava escondido." / "Meu escritório estava em obras."
    • O Povofichatrecho: "Eu confio 100% na capacidade e na lealdade do Wassef"; paráfrase: deixou a defesa após vir à tona onde Queiroz estava
    • Poder360fichaparáfrase: Wassef, advogado de Jair Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro
    • Diario de Pernambucofichatrecho: "O advogado defende Flávio no caso das movimentações suspeitas apontadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)"
  • Major Ronald — Homenagem, condecoração ou apoio público (Político, pontual, 8 mar. 2004 – 8 mar. 2004)

    Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, apresentou a Moção nº 3180/2004 (entrada em 08/03/2004; publicação em 11/03/2004), de louvor e congratulações ao Cap PM Ronald Paulo Alves Pereira, lotado no 22º BPM, "pelos importantes serviços prestados ao Estado do Rio de Janeiro" em operação policial no Conjunto Esperança (Complexo da Maré) em 22/01/2004, que, segundo o texto da moção, resultou em confronto armado com três mortos. Ato único; não foi localizada outra relação documentada entre os dois.

  • Wilson Witzel — Aliança política ou atuação eleitoral (Político, recorrente, 2018 – set. 2019)

    Na eleição de 2018, Flávio Bolsonaro, candidato ao Senado pelo PSL, apoiou a candidatura de Wilson Witzel (PSC) ao governo do RJ, sem coligação formal: segundo o TSE, a coligação de Witzel era PSC/PROS, e o registro de Flávio não informa coligação. Depois da vitória, Witzel atribuiu o resultado à aliança com Flávio e agradeceu ao "jovem senador" que, "contrariando até mesmo o 01", lhe "deu a mão" (Jornal do Brasil, out/2018). Em setembro de 2019, Flávio disse ao O Globo (relato do Poder360) que, na campanha, atendeu ao pedido de Witzel de assinar autorização para divulgar fotos ao seu lado; chamou-o de "ingrato". Como presidente do PSL-RJ, Flávio havia orientado os deputados do partido, em 16/09/2019, a deixar a base do governo.

    Depois que os fatos vieram a público: O rompimento público ocorreu em setembro de 2019 (Poder360, 26/09/2019), antes de as investigações sobre o governo Witzel virem a público em 2020.

    • primáriaDivulgaCandContas (API pública)fichaWitzel: nomeColigacao "MAIS ORDEM, MAIS PROGRESSO", composicaoColigacao "PSC / PROS", "Eleito"; Flávio (id 190000614721): partido PSL, composicaoColigacao "**"
    • Jornal do Brasilfichatrechos: "Quero manifestar gratidão a um jovem senador que, num gesto simbólico, contrariando até mesmo o 01 (Jair Bolsonaro), me deu a mão"; "salva o Rio de Janeiro, Wilson"
    • Poder360fichatrechos: "me procurou pedindo que assinasse uma autorização para poder divulgar fotos ao meu lado. Eu atendi."; "Não me arrependo, mas esperava mais consideração"; orientação de 16/09/2019 para o PSL deixar a base

Ver a rede de relações completa →

Lacunas e limitações

  • Datas exatas de posse e de fim dos mandatos de deputado estadual não conferidas em fonte da Alerj.
  • Reportagens de 2020 e 2021 identificam Flávio Bolsonaro como filiado ao Republicanos; os dados do Senado registram 'sem partido' entre 20/11/2019 e 30/05/2021. Divergência não resolvida (o sistema de filiação partidária do TSE não foi consultado).
  • Votações de 2002, 2016 e 2018 conferidas só na Itatiaia (os arquivos de candidatos do TSE não trazem votos).

Saiu na imprensa

Investigações e relações noticiadas, atribuídas a cada veículo. Notícia não é acusação formal nem condenação.

  • Investigação da PF noticiadaBanco MasterDark Horse14 out. 2026

    PF avalia separar a parte sobre Vorcaro da investigação sobre Flávio no caso Dark Horse

    Segundo a Folha de S.Paulo, conforme resumo do Jornal Grande Bahia, investigadores avaliam dividir o inquérito sobre Dark Horse para concluir primeiro a parte sobre suspeita de evasão de divisas atribuída a Vorcaro e aprofundar depois a apuração sobre Flávio Bolsonaro, que depende de dados bancários pedidos aos EUA. O jornal registra que não há decisão judicial de desmembramento e que a hipótese não significa arquivamento quanto a Flávio, que segue investigado. A PF já rastreou cerca de US$ 12,3 milhões enviados ao Havengate.

    Daniel Vorcaro (núcleo mais avançado da apuração (evasão de divisas))

    Procedimento: stf-inq-5026-dark-horse

    • Jornal Grande Bahiafichatrecho: "Não há, até o momento, decisão judicial anunciada determinando o desmembramento."; "A possibilidade em análise não representa arquivamento da investigação sobre Flávio Bolsonaro."; "Segundo a apuração publicada pela Folha de S.Paulo"
  • Apuração jornalísticaBanco Master10 out. 2026

    E-mails obtidos pela PF ligam Flávio a conta da Alcazar Holdings, offshore de Willer Tomaz cotista do jato com participação de Vorcaro

    Segundo o UOL, com confirmação da Folha, conforme A Gazeta, e-mails obtidos pela PF na Operação Sem Desconto indicam que Flávio Bolsonaro esteve vinculado a uma conta no Santander relacionada à Alcazar Holdings, empresa de Willer Tomaz sediada na Ilha da Madeira; em maio de 2025 uma funcionária de Tomaz pediu ao banco a desvinculação de Flávio. Segundo O Globo (14/10/2026), conforme a Revista Fórum, o relatório da PF aponta Flávio como "usuário master" da conta e a Alcazar detinha 33,33% da empresa dona do jato PP-NLR; a própria Fórum registra que o documento não demonstra que Flávio movimentou recursos. Flávio diz que "nunca manteve conta" com Tomaz e chama as notícias de "fake news"; Tomaz nega relação financeira e diz que a PF abriu apuração sobre o vazamento.

    Willer Tomaz (sócio da Alcazar Holdings; nega relação financeira) · Daniel Vorcaro (sócio da Prime You, cotista do mesmo jato)

    • A Gazeta (ES)fichatrecho: "As informações foram reveladas inicialmente pelo UOL e confirmadas pela Folha."; "Em maio de 2025, a funcionária solicitou ao banco que Flávio Bolsonaro fosse desvinculado da conta relacionada à empresa de Willer."; "nunca manteve conta tendo como usuário master o sr. Willer Tomaz ou qualquer de suas empresas"; "Entre os dois há apenas amizade, sem relação comercial ou financeira"
    • Revista Fórumfichatrecho: "Flávio figurava como 'usuário master' de uma conta bancária da Alcazar Holdings"; "O documento, por si só, não demonstra que Flávio tenha movimentado recursos da conta, recebido dividendos ou adquirido participação na empresa."
  • NoticiadoBanco Master8 out. 2026

    Advogados do Prerrogativas pedem à PF que apure suposta articulação entre Vorcaro e aliados da campanha de Flávio

    Segundo o Jornal Opção, os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, do grupo Prerrogativas, pediram à PF em 08/10/2026 investigação urgente sobre possível articulação entre Daniel Vorcaro e pessoas ligadas à campanha de Flávio Bolsonaro para interferir no 2º turno, a partir de um HD com depoimento atribuído ao banqueiro que teria circulado fora dos canais formais; a Veja publicou áudio com esse teor. Os próprios autores admitem não ter tido acesso à gravação. Marco Aurélio integra a coordenação da campanha de Lula, segundo o jornal. É um pedido, sem apuração concluída.

    Daniel Vorcaro (autor do depoimento atribuído, segundo a representação)

    • Jornal Opçãofichatrecho: "Os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, integrantes do grupo Prerrogativas, solicitaram à Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 8"; "Os próprios autores, contudo, admitem que não tiveram acesso à gravação"; "integrante da coordenação da campanha de Lula"
  • Apuração jornalísticaBanco MasterDark Horse23 set. 2026

    Flávio voou dos EUA a Brasília em jato que tinha cota de empresa ligada a Vorcaro, revela a piauí

    Segundo a revista piauí, conforme o Diario de Pernambuco e o Congresso em Foco, Flávio Bolsonaro, a família e o advogado Willer Tomaz voaram de Fort Lauderdale a Brasília em 19/01/2025 num Legacy 650 (PP-NLR) dividido em três cotas: uma de holding de Tomaz e outra da Prime You, que teve Vorcaro como sócio até setembro de 2025. A viagem coincidiu com as tratativas do financiamento de Dark Horse. Tomaz diz que pagou o voo com horas da sua cota e só soube da participação de Vorcaro em abril de 2026. Flávio respondeu que o avião "era de Willer"; em julho dissera "Nunca entrei em avião de Vorcaro". O mesmo jato transportou depois o ministro Alexandre de Moraes; não há indicação de que a aeronave seja dele.

    Willer Tomaz (cotista do jato e passageiro) · Daniel Vorcaro (sócio da Prime You, cotista do jato, segundo a piauí) · Alexandre de Moraes (usou o mesmo jato em 22/08/2025, contratado pelo escritório da mulher como táxi aéreo, segundo o Congresso em Foco)

    • Diario de Pernambucofichatrecho: "A informação foi levantada pela revista Piauí"; "O grupo partiu de Fort Lauderdale, na Flórida, em 19 de janeiro de 2025, véspera da posse de Donald Trump, e pousou em Brasília."; "A viagem à Flórida coincidiu com as tratativas entre Flávio e Vorcaro para financiar 'Dark Horse'"
    • Congresso em Focofichatrecho: "Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes"; "Não há indicação de que a aeronave pertença ao ministro."; "Segundo o advogado, foi ele quem solicitou e pagou a viagem."
    • Correio da Manhãfichatrecho: "Vorcaro foi sócio da Prime You entre 2021 e setembro de 2025"
    • InfoMoney (Agência O Globo)fichatrecho: "Nunca entrei em avião de Vorcaro"
  • Apuração jornalísticaBanco Master17 set. 2026

    Flávio usou na campanha apartamento de Willer Tomaz que antes pertencera a Fabiano Zettel, segundo a piauí

    Segundo a revista piauí, conforme resumo do Diário do Comércio, Flávio Bolsonaro ficou alguns dias da primeira quinzena de agosto de 2026 num apartamento em São Paulo da empresa do advogado Willer Tomaz, alvo de buscas da PF na Operação Sem Desconto (INSS) em 04/08/2026. O imóvel fora comprado por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, em 17/04/2025 por R$ 5,5 milhões e vendido em 10/02/2026 por R$ 3,5 milhões à WT Administração de Imóveis, de Tomaz, negócio revelado pela Folha. À piauí, Flávio disse ter se hospedado em hotéis; Tomaz disse não conhecer Zettel nem Vorcaro.

    Willer Tomaz (dono do imóvel por meio de empresa; nega conhecer Zettel e Vorcaro) · Fabiano Zettel (antigo dono do imóvel)

    • Diário do Comércio (MG)fichatrecho: "Zettel comprou o apartamento, em 17 de abril de 2025, por R$ 5,5 milhões, e o vendeu, em 10 de fevereiro de 2026, por R$ 3,5 milhões à WT Administração de Imóveis, empresa de Willer Tomaz."; "À revista piauí, ele afirmou que apenas hospedou-se em hotéis da região."; "O advogado e empresário Willer Tomaz esclarece que não conhece Fabiano Zettel nem Daniel Vorcaro"
  • Investigação da PF noticiadaBanco MasterDark Horse12 set. 2026

    Relatório da PF mostra cobranças de Flávio a Vorcaro e papel de Eduardo na gestão dos recursos nos EUA

    Segundo a Agência Brasil, que teve acesso ao relatório da PF tornado público com o levantamento do sigilo, Flávio Bolsonaro pediu R$ 131 milhões a Vorcaro para o filme, dos quais R$ 60 milhões teriam sido pagos, e cobrou parcelas atrasadas; em 16/11/2025 escreveu: "Irmão, estou e estarei contigo sempre". A CNN publicou a cronologia de mensagens, incluindo captura de tela em que Eduardo Bolsonaro dá instruções sobre a gestão dos recursos nos EUA. O Poder360 registra que, para a PF, o Havengate ficou "operacionalmente inerte por quase 4 anos" antes de receber o dinheiro, o que contraria a versão de Flávio de que o fundo foi criado para o filme.

    Eduardo Bolsonaro (orientou a gestão dos recursos nos EUA, segundo a PF) · Daniel Vorcaro (financiador) · Thiago Miranda (intermediário) · Fabiano Zettel (operou pagamentos, segundo a PF) · Paulo Calixto (administrador do Havengate)

    Procedimento: stf-inq-5026-dark-horse

    • Agência Brasil (EBC)fichatrecho: "Segundo a PF, Flávio pediu R$ 131 milhões a Vorcaro para a produção do filme, dos quais R$ 60 milhões teriam sido pagos."; "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente."
    • CNN Brasilfichatrecho: "No dia 21, Thiago cobra um posicionamento de Vorcaro e envia uma captura de tela de uma conversa com Eduardo. Nela, o ex-deputado federal dá instruções sobre como os recursos poderiam ser geridos dentro dos Estados Unidos."
    • Poder360fichatrecho: "O fundo permaneceu juridicamente ativo, mas operacionalmente inerte por quase 4 anos"; "O Havengate é administrado por Paulo Calixto, advogado de imigração do ex-deputado Eduardo Bolsonaro"
  • Apuração jornalísticaBanco MasterDark Horse1 set. 2026

    Coaf registra remessa de US$ 1,6 milhão ao Havengate em setembro de 2025, depois do último pagamento admitido por Flávio

    Segundo a revista piauí, conforme resumo publicado por A Gazeta, um relatório do Coaf mostra pagamento de US$ 1,6 milhão de Vorcaro ao fundo Havengate em setembro de 2025, oito dias depois de Flávio Bolsonaro cobrar o banqueiro por mais repasses; em maio, Flávio dissera à GloboNews que a última parcela fora paga em maio de 2025. O Times Brasil, com base no relatório da PF, registra que em 16/09/2025 houve ligação entre Flávio e Vorcaro no mesmo dia da remessa de US$ 1,66 milhão, segundo o Coaf. Flávio disse que as perguntas devem ser feitas à produtora.

    Daniel Vorcaro (autor do pagamento, segundo o Coaf citado pela piauí) · Thiago Miranda (intermediário nas mensagens sobre nova parcela em outubro de 2025, segundo a piauí)

    Procedimento: stf-inq-5026-dark-horse

    • A Gazeta (ES)fichatrecho: "houve mais um pagamento de US$ 1,6 milhão pelo dono do Master ao fundo Havengate"; "esse pagamento ocorreu oito dias após Flávio Bolsonaro cobrar Daniel Vorcaro por mais repasses para o filme"; "Tem que perguntar para a produtora."
    • Times Brasil (CNBC)fichatrecho: "Em 16 de setembro de 2025, houve uma ligação entre os dois, na mesma data de uma remessa de US$ 1,66 milhão da Entre Investimentos para a Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, segundo o Coaf."
  • Operação policialBanco Master4 ago. 2026

    Willer Tomaz, amigo de Flávio, é alvo da PF na Operação Sem Desconto (INSS)

    Segundo o Diário do Comércio e o Correio da Manhã, o advogado Willer Tomaz foi alvo de busca e apreensão em 04/08/2026 numa fase da Operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos em benefícios do INSS; a PF o aponta como "hub financeiro, patrimonial e logístico" ligado ao senador Weverton Rocha (PDT-MA). Segundo O Globo, citado por A Gazeta, Tomaz e Flávio Bolsonaro fizeram cinco viagens internacionais juntos entre janeiro e maio de 2025. Tomaz diz não ser formalmente investigado e que a apuração trata só da propriedade de um imóvel; Flávio diz manter com ele "relação de amizade" legítima.

    Willer Tomaz (alvo de busca na Operação Sem Desconto; nega irregularidade)

    • Diário do Comércio (MG)fichatrecho: "Willer Tomaz foi alvo, no dia 4 de agosto, de um mandado de busca e apreensão em uma das fases da Operação Sem Desconto."
    • Congresso em Focofichatrecho: "hub financeiro, patrimonial e logístico"; "A defesa afirma que o advogado não é formalmente investigado e nega qualquer participação nas fraudes do INSS."
    • A Gazeta (ES)fichatrecho: "ambos fizeram cinco viagens internacionais juntos entre janeiro e maio de 2025"; "A apuração diz respeito tão somente à propriedade de um imóvel."
    • Correio da Manhãfichatrecho: "Deflagrada em abril de 2025 pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), a Operação Sem Desconto investiga descontos associativos não autorizados"
  • Investigação da PF noticiadaBanco MasterDark Horse22 jul. 2026

    Mendonça autoriza investigação de Flávio Bolsonaro no STF pelo financiamento de Dark Horse

    Segundo o Metrópoles, que transcreveu o pedido da PF e a autorização, o ministro André Mendonça autorizou procedimento investigatório vinculado ao Inq 5.026 para apurar "em tese" lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro no financiamento do filme. A Agência Brasil informou em 11/09/2026 que Flávio foi incluído na investigação em 22 de julho, a pedido da PF e com aval da PGR. Investigação não é acusação.

    Procedimento: stf-inq-5026-dark-horse

    • Metrópolesfichatrecho: "que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro"
    • Agência Brasil (EBC)fichatrecho: "Flávio foi incluído em 22 de julho na investigação"; "O inquérito foi aberto a pedido da Polícia Federal (PF) e recebeu o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR)."
    • CNN Brasilfichatrecho: "A autorização foi concedida na quarta-feira (22)"
  • Operação policialBanco MasterOperação Compliance ZeroDark Horse9 jul. 2026

    PF faz buscas contra Thiago Miranda, que apresentou Flávio a Vorcaro, na 10ª fase da Compliance Zero

    Segundo o Poder360, a PF cumpriu em 09/07/2026, na 10ª fase da Operação Compliance Zero autorizada por André Mendonça, busca contra o publicitário Thiago Miranda, apontado como coordenador de um núcleo que contratou influenciadores contra o Banco Central ("Projeto DV") e levantou dados sigilosos de jornalistas e de um executivo a pedido de Vorcaro. O Estadão, reproduzido por O Liberal, registra que Miranda apresentou Flávio Bolsonaro a Vorcaro no fim de 2024 e intermediou os pagamentos do banqueiro ao fundo nos EUA ligado ao filme. A defesa, em nota assinada pelo advogado Rafael Martins, nega qualquer ilegalidade.

    Thiago Miranda (alvo de busca na 10ª fase; nega ilegalidades) · Daniel Vorcaro (mandante das ações, segundo a PF)

    Procedimento: stf-pet-15556-caso-master

    • Poder360fichatrecho: "A medida integra a 10ª fase da operação Compliance Zero e foi autorizada pelo ministro André Mendonça"; "Projeto DV"; "Thiago Miranda está inteiramente à disposição das autoridades competentes"
    • O Liberal (Estadão Conteúdo)fichatrecho: "O publicitário foi o responsável por apresentar o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Vorcaro no final de 2024"; "Em nota assinada pelo advogado Rafael Martins, a defesa de Thiago Miranda negou que ele tenha participado de ilegalidades."
  • NoticiadoBanco Master30 jun. 2026

    Michelle Bolsonaro compartilha vídeo sobre festa atribuída a Vorcaro; Flávio diz que ela está "equivocada"

    Segundo o InfoMoney (Agência O Globo), Michelle Bolsonaro compartilhou nos stories um vídeo de Anthony Garotinho sobre uma suposta festa promovida por Daniel Vorcaro, com a frase "A verdade de Jesus Cristo vai prevalecer"; o vídeo não citava Flávio, mas a postagem foi lida como indireta a ele. Em 01/07/2026, Flávio disse que ela estava "completamente equivocada" e que "a única relação" que tem com Vorcaro "é o filme", afirmando também: "Nunca entrei em avião de Vorcaro". O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que Michelle "fez muito mal" em compartilhar o vídeo, segundo o InfoMoney (Estadão Conteúdo).

    Michelle Bolsonaro (compartilhou o vídeo) · Valdemar Costa Neto (criticou Michelle e Flávio)

    • InfoMoney (Agência O Globo)fichatrecho: "Quando ela pega um vídeo do (ex-governador) Garotinho insinuando que eu possa estar numa festa do Vorcaro, ela está completamente equivocada"; "A única relação que tenho com ele é o filme."; "Nunca entrei em avião de Vorcaro"; "Embora o vídeo não citasse nominalmente o senador"
    • InfoMoney (Estadão Conteúdo)fichatrecho: "Ela fez muito mal de transmitir esse vídeo, porque não tem nada de verdade"
  • Relação noticiadaBanco MasterDark Horse19 mai. 2026

    Flávio Bolsonaro admite ter visitado Vorcaro em casa depois da primeira prisão do banqueiro

    Segundo o SBT News, Flávio Bolsonaro afirmou em 19/05/2026 que visitou Daniel Vorcaro no fim de 2025, dias depois de o banqueiro deixar a prisão, quando ele usava tornozeleira eletrônica. Na mesma entrevista, disse que a produtora e o fundo apresentariam prestação de contas em 30 dias. Em 02/07/2026, segundo o InfoMoney (Estadão Conteúdo), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que Flávio foi encerrar uma pendência sobre parcelas atrasadas do filme e que "não devia ter ido depois" da prisão.

    Daniel Vorcaro (visitado em casa, com tornozeleira, segundo o SBT News) · Valdemar Costa Neto (presidente do PL; criticou a visita)

    • SBT Newsfichatrecho: "afirmou nesta terça-feira (19) que visitou o banqueiro Daniel Vorcaro no fim de 2025, após prisão pela Polícia Federal (PF). Na época, o dono do Banco Master estava de tornozeleira eletrônica."; "em até 30 dias a produtora e o fundo envolvidos com o filme apresentarão uma prestação de contas"
    • InfoMoney (Estadão Conteúdo)fichatrecho: "Não devia ter ido depois, não devia. Ele reconhece isso"
  • Apuração jornalísticaBanco MasterDark Horse16 mai. 2026

    Fundo ligado ao advogado de Eduardo Bolsonaro e gerido por ex-secretário de Bolsonaro comprou casa em Arlington (Texas)

    A Folha de S.Paulo revelou, e o Estadão confirmou em registros de imóveis do Texas, segundo a Band, que o Mercury Legacy Trust, ligado às empresas do advogado Paulo Calixto (responsável pela imigração de Eduardo Bolsonaro e administrador do fundo Havengate) e gerido pelo ex-secretário do governo Bolsonaro André Porciúncula, comprou em 27/02/2026 uma casa em Arlington, cidade onde Eduardo vive. Segundo o Brasil de Fato, citando a Folha, a PF investiga se a estrutura no Texas foi usada para burlar bloqueios judiciais contra Eduardo. Porciúncula disse que a compra "não tem nada a ver com Eduardo"; Eduardo chamou a investigação de "tola", segundo o Brasil de Fato. Calixto não respondeu.

    Paulo Calixto (advogado de imigração de Eduardo; o trust aparece como membro de empresa dele (Calixsan Capital Management), segundo a Band; não respondeu) · André Porciúncula (gestor do Mercury Legacy Trust, segundo o documento de venda citado pela Band; nega relação com Eduardo) · Eduardo Bolsonaro (mora em Arlington; nega relação com a casa e com o fundo)

    Procedimento: stf-inq-5026-dark-horse

    • Band (conteúdo Estadão)fichatrecho: "A transação foi revelada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão em consulta a registros de imóveis no Texas"; "O responsável pela compra da casa em Arlington foi o fundo Mercury Legacy Trust, que aparece como um dos membros de uma empresa de gestão de capital pertencente a Calixto: a Calixsan Capital Management."; "não tem nada a ver com Eduardo, fundo ou qualquer coisa relacionada ao filme"; "foi efetivada no dia 27 de fevereiro deste ano"
    • Brasil de Fatofichatrecho: "A Polícia Federal (PF) investiga se uma complexa estrutura financeira montada no estado do Texas, nos Estados Unidos, foi utilizada para lavar dinheiro e burlar bloqueios judiciais impostos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL)."; "Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais para classificar a investigação da PF como 'tola'."
    • Diario de Pernambucofichatrecho: "consta nos documentos como responsável pela assinatura de compra no imóvel no Texas"
  • Apuração jornalísticaBanco MasterDark Horse15 mai. 2026

    Relatórios do Coaf ligam a Entre Investimentos, que pagou o filme, a fundos investigados e ao próprio Master

    Segundo o InfoMoney (14/05/2026), relatórios do Coaf mostram que a Entre Investimentos, empresa que fez as remessas para o filme, recebeu ao menos R$ 159,2 milhões de fundos e estruturas investigadas na Compliance Zero, R$ 139,2 milhões deles da Sefer Investimentos, que nega os pagamentos. O SBT News (15/05/2026) informou que um Relatório de Inteligência Financeira registra movimentação de R$ 203 milhões entre a Entre e o Master em 19/08/2024, sem indicar quem pagou e quem recebeu. Segundo o SBT News, Mario Frias confirmou que a Entre repassou o dinheiro à produção; a Entre disse operar dentro das normas e não ter função de gestão no fundo Havengate.

    Mario Frias (produtor-executivo do filme; confirmou que a Entre repassou o dinheiro, segundo o SBT News) · Paulo Calixto (gestor do Havengate, segundo Flávio citado pelo SBT News)

    Procedimento: stf-inq-5026-dark-horse

    • InfoMoneyfichatrecho: "a empresa recebeu ao menos R$ 159,2 milhões de fundos e estruturas financeiras investigadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero."; "A Sefer transferiu R$ 139,2 milhões para a empresa."; "não houve pagamento por parte da Sefer Investimentos ou do fundo Dublin à empresa Entre Investimentos nos termos citados nas matérias"
    • SBT Newsfichatrecho: "movimentaram R$ 203 milhões em um único dia, em 19 de agosto de 2024"; "Não há detalhes sobre o fluxo, ou seja, quem pagou e quem recebeu o valor milionário."; "confirmou que a Entre foi a pessoa jurídica que repassou o dinheiro para a produção"; "O Grupo Entre não exerce qualquer função de gestão ou administração fiduciária no Havengate Development Fund LP."
  • Apuração jornalísticaBanco MasterDark Horse13 mai. 2026

    Intercept revela que Flávio Bolsonaro negociou com Vorcaro US$ 24 milhões para o filme Dark Horse

    Segundo o Intercept Brasil, conforme resumo da CNN Brasil, o senador Flávio Bolsonaro negociou diretamente com Daniel Vorcaro um repasse de US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões) para o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro; documentos mostram que pelo menos US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões) foram pagos entre fevereiro e maio de 2025. Em nota, Flávio disse ter buscado "patrocínio privado", que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024 e que não recebeu dinheiro nem ofereceu vantagens. Eduardo Bolsonaro disse, em vídeo citado pelo Diario de Pernambuco, que quem afirma que ele recebeu dinheiro de Vorcaro "é mentiroso".

    Daniel Vorcaro (financiador do filme, segundo o Intercept) · Eduardo Bolsonaro (nega ter recebido dinheiro de Vorcaro) · Jair Bolsonaro (tema do filme; nenhuma fonte lida o aponta como investigado no caso)

    Procedimento: stf-inq-5026-dark-horse

    • CNN Brasilfichatrecho: "negociou um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro"; "Documentos mostram que pelo menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, foram pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis transferências bancárias para financiar o projeto."; "Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024"
    • InfoMoneyfichatrecho: "É dinheiro privado, dinheiro privado, dinheiro privado"
    • Diario de Pernambucofichatrecho: "Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro é mentiroso."
  • NoticiadoIgreja da Lagoinha23 fev. 2026

    André Valadão diz que "nunca" foi bolsonarista

    Segundo o Congresso em Foco (23/02/2026), André Valadão respondeu a um seguidor nas redes: "Nunca abandonei Bolsonaro, até porque não sou bolsonarista", disse não ser filiado a partido e que, em toda eleição, o eleitor se posiciona "a respeito do candidato que está mais próximo daquilo que você acredita". A declaração fez circular de novo imagens dele com integrantes da família Bolsonaro desde 2022, como o culto de dezembro de 2025 em que orou por Flávio Bolsonaro.

    André Valadão (autor da declaração)

    • Congresso em Focofichaparágrafos 1-4: "Nunca abandonei Bolsonaro, até porque não sou bolsonarista"; "não é filiado a partido político"; "Usuários resgataram imagens e vídeos do pastor ao lado de integrantes da família Bolsonaro em cultos e eventos realizados desde 2022"
  • Relação noticiadaIgreja da Lagoinha28 dez. 2025

    Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, recebe oração de André Valadão na Lagoinha de Orlando

    Segundo a CNN Brasil (29/12/2025), o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro participou na noite de 28/12/2025 de culto da Igreja Batista da Lagoinha em Orlando (EUA), comandado por André Valadão, que chamou ao palco os fiéis que buscavam "reconciliação com Deus", segurou a mão do senador e orou por ele. Flávio compartilhou o vídeo e disse ter orado pelo pai. A CNN registra que a oração ocorreu em meio a críticas do pastor Silas Malafaia à pré-candidatura de Flávio.

    André Valadão (comandou o culto e orou por Flávio) · Silas Malafaia (criticou a pré-candidatura de Flávio na mesma época, segundo a CNN)

    • CNN Brasilfichaparágrafos 1-5: "participou de um culto da Igreja Batista da Lagoinha na noite de domingo (28)"; "Ele recebeu uma oração do pastor André Valadão, que comandou a celebração em Orlando"; "Valadão segurou a mão de Flávio e orou pelo parlamentar"; menção às críticas de Malafaia

Histórico

  1. 14 out. 2026 — correção: antes «Eleito deputado estadual no Rio de Janeiro em 2002 pelo PP» / depois «em 2002 pelo PPB e reeleito pelo PP em 2006, 2010 e 2014, segundo o TSE» — motivo: dados de candidatos do TSE (sigla PPB em 2002).
  2. 14 out. 2026 — correção: antes candidatura de 2026 e resultado do 1º turno sustentados pela CartaCapital («não conferido diretamente no portal do TSE») / depois sustentados pelo arquivo oficial de resultados do TSE (56.104.503 votos, 47,03%) — motivo: fonte primária lida em 2026-10-14.
  3. 14 out. 2026 — Auditoria documental (Etapa 2b) do dossiê rachadinha-gabinete-flavio-alerj: mandatos e partidos conferidos no TSE e no Senado.
  4. 14 out. 2026 — Foto oficial com licença livre acrescentada (crédito na página).
  5. 15 out. 2026 — Trajetória partidária completada (PPB › PP › PSC › PSL › sem partido › PATRIOTA › PL) com candidaturas do TSE (2002–2016) e o período sem partido registrado pelo Senado; PSL ganhou "desde" 2018 (ano da eleição, TSE).