Família Bolsonaro
Flávio Bolsonaro
Na imprensa ×17Indenização revertidaImprobidadeLavagem de dinheiroEvasão de divisasCorrupção (modalidade não especificada no documento)Incitação ao crime (art. 286 do Código Penal)Organização criminosaPeculatoApropriação indébitaFilho 01 de Jair Bolsonaro
Filho de Jair Bolsonaro, nascido em 30/04/1981 em Resende (RJ), segundo os dados abertos do Senado. Eleito deputado estadual no Rio de Janeiro em 2002 pelo PPB e reeleito pelo PP em 2006, 2010 e 2014, segundo o TSE. Candidato a prefeito do Rio em 2016 pelo PSC (não eleito). Eleito senador pelo RJ em 2018 pelo PSL; no Senado desde 01/02/2019, com mandato até 31/01/2027; filiado ao PL desde 30/11/2021. Candidato do PL à Presidência da República em 2026: ficou em primeiro lugar no 1º turno (04/10/2026), com 47,03% dos votos válidos, e disputa o 2º turno em 25/10/2026, segundo o TSE.
Cargos e mandatos
Deputado estadual do Rio de Janeiro (quatro mandatos consecutivos) — Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) (PPB (eleição de 2002); PP (eleições de 2006, 2010 e 2014))
- primáriaTSE — dados abertos (cdn.tse.jus.br)fichaconsulta_cand_2002_RJ.csv: DEPUTADO ESTADUAL, PPB, ELEITO
- primáriaTSE — dados abertos (cdn.tse.jus.br)fichaconsulta_cand_2006_RJ.csv: DEPUTADO ESTADUAL, PP, ELEITO
- primáriaTSE — dados abertos (cdn.tse.jus.br)fichaconsulta_cand_2010_RJ.csv: DEPUTADO ESTADUAL, PP, ELEITO
- primáriaTSE — dados abertos (cdn.tse.jus.br)fichaconsulta_cand_2014_RJ.csv: DEPUTADO ESTADUAL, PP, ELEITO POR QP
- primáriaSupremo Tribunal Federal (cópia hospedada pela ConJur)fichap. 25: "Deputado Estadual, no exercício de suas funções, posteriormente eleito para o mandato de Senador"
- Rádio Itatiaiafichatabela de eleições: 2002, deputado estadual, 22.860 votos; "quatro mandatos consecutivos"
Candidato a prefeito do Rio de Janeiro (não eleito) (PSC (coligação PSC/PRP))
- primáriaTSE — dados abertos (cdn.tse.jus.br)fichaconsulta_cand_2016_RJ.csv: PREFEITO, PSC, coligação 'O Rio precisa de força para mudar' (PSC / PRP), NÃO ELEITO
- Rádio Itatiaiafichatabela de eleições: 2016, prefeito do Rio, PSC, 4º lugar
Senador da República pelo Rio de Janeiro — Senado Federal (PSL (eleição de 2018); sem partido; Patriota; PL)
- primáriaSenado Federal — Dados Abertosficha/mandatos: CodigoMandato 532, legislaturas 56 (2019-02-01 a 2023-01-31) e 57 (2023-02-01 a 2027-01-31), exercício desde 2019-02-01
- primáriaSenado Federal — Dados Abertosficha/filiacoes: PL DataFiliacao 2021-11-30; PATRIOTA 2021-05-31 a 2021-11-29; S/Partido 2019-11-20 a 2021-05-30; PSL 2019-01-01 a 2019-11-19
- primáriaTSE — dados abertos (cdn.tse.jus.br)fichaconsulta_cand_2018_RJ.csv: SENADOR, PSL, ELEITO
Candidato à Presidência da República (eleição de 2026) (PL)
- primáriaTSE — resultados.tse.jus.brfichacand n=22, PL, FLAVIO NANTES BOLSONARO: vap 56104503, pvap 47,03, st '2º turno'; s.pst 100,00
Escândalos: principais episódios documentados
A Petição 11.108 do STF, aberta em março de 2023, apurou o uso pela Abin, no governo Jair Bolsonaro, do sistema First Mile, que localizava celulares sem ordem judicial, e de outras estruturas da agência para monitorar adversários. Em 12/06/2025 a Polícia Federal concluiu que houve uma organização criminosa comandada pelo então diretor-geral Alexandre Ramagem e indiciou 36 pessoas, entre elas o vereador Carlos Bolsonaro, por organização criminosa; Jair Bolsonaro, apontado pela PF como "principal destinatário", não foi indiciado porque já respondia à ação penal da trama golpista. A PGR não ofereceu denúncia e, em 20/07/2026, o relator Alexandre de Moraes arquivou a investigação quanto a Jair Bolsonaro e Ramagem, condenados na AP 2668 por fatos que incluíam a "Abin paralela" (Jair Bolsonaro foi condenado pela 1ª Turma do STF em 11/09/2025, na ação da trama golpista, com trânsito em julgado declarado em 25/11/2025; para Ramagem, ver o procedimento da AP 2668), e remeteu à Justiça Federal a apuração sobre Carlos e outros 27 indiciados, cuja situação não foi localizada em 14/10/2026. Flávio Bolsonaro aparece no relatório como suposto beneficiário de um dos episódios, sem ser investigado; não se localizou menção a Eduardo Bolsonaro no relatório nem na decisão de 20/07/2026.
Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, o financiamento de "Dark Horse", filme sobre Jair Bolsonaro: um contrato de US$ 24 milhões, dos quais cerca de R$ 61 milhões foram pagos em 2025, por remessas da Entre Investimentos ao fundo Havengate, nos EUA, administrado pelo advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro. O BC liquidou o Master em 18/11/2025, e o STF decretou a prisão preventiva de Vorcaro em 03/03/2026, apontando "indícios consistentes" de gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro no banco. Desde 22/07/2026, Flávio é investigado no STF por suspeita de lavagem, evasão de divisas e corrupção ligadas ao filme. Nenhum documento oficial lido afirma que o dinheiro do filme é produto de crime: a origem e o destino dos recursos ainda estão sob investigação.
A casa na Ilha Comprida: a disputa entre Willer Tomaz e a empresa de Richarlison
Uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), foi comprada em 2020 pela Sport 70, empresa ligada ao jogador Richarlison e a seu então empresário. Em 2022, uma ação de reintegração de posse movida pela empresa que constava como titular dos direitos de ocupação desde 1986 levou a casa para a WT Administração, de Willer Tomaz, advogado amigo do senador Flávio Bolsonaro. Segundo as reportagens, o terreno é da União; Tomaz diz ter comprado regularmente os direitos de ocupação e regularizado o registro na Secretaria do Patrimônio da União. Em 2025 o STJ manteve a decisão favorável à empresa de Tomaz. Flávio, que visitou a casa em 2020 e voltou lá com Tomaz em 2021, foi arrolado como testemunha pela empresa do jogador; nunca foi parte e diz não ter vínculo com o imóvel. Em 2026, Richarlison voltou a cobrar o caso em público e diz não ter recuperado o que pagou. É uma disputa cível; ninguém foi acusado de crime por ela.
Caso Ana Clara: Flávio Bolsonaro como advogado do policial acusado
Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, morreu em 2 de fevereiro de 2021, atingida por um tiro de fuzil na porta de casa, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói (RJ), durante um patrulhamento da Polícia Militar. O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o cabo Bruno Dias Delaroli, que responde como acusado: não foi julgado nem condenado. Em 2024, o senador Flávio Bolsonaro integrou a defesa do policial e assinou um recurso ao STJ contra a decisão que o levou ao Tribunal do Júri; o recurso foi negado, segundo a imprensa. O caso voltou ao debate público em 2026, em reportagens e na campanha presidencial. O dossiê separa o que está documentado, as alegações de cada lado e a resposta de Flávio Bolsonaro. Os autos não foram lidos; o que é processual vem de reportagens e está atribuído.
O relatório final da CPI da Pandemia, aprovado pela comissão em 26/10/2021, propôs indiciar Jair Bolsonaro por nove tipificações e Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro por incitação ao crime (art. 286 do CP). É conclusão de CPI, não acusação formal. Até 14/10/2026 não se localizou denúncia contra nenhum dos quatro com base nessas imputações. Duas apurações sobre Jair foram extintas em 2023 a pedido da PGR, com recurso pendente no Plenário do STF. Outras três seguem sem decisão de arquivamento visível. A apuração preliminar sobre incitação (Pet 10.064), que tem o pai e os três filhos entre os requeridos, foi convertida em inquérito sigiloso em 17/09/2025; a decisão de conversão cita crimes contra a administração pública, e o objeto do inquérito resultante não é público.
Flávio Bolsonaro é dono de bet? O que dizem os registros e as reportagens
Nenhum registro público lido mostra Flávio Bolsonaro como sócio ou administrador de casa de apostas: o cadastro da Rede Loto (a Best Bet) na Receita tem como sócia uma holding da Ilha da Madeira ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador, e a declaração de bens de Flávio ao TSE não nomeia nenhuma bet. O que está documentado é outra coisa: segundo a PF, citada pela Folha, a dona da Best Bet pagou em 2025 voos de jato de Flávio na Europa, e um inquérito no STF, sob relatoria de Alexandre de Moraes, apura suspeitas de lavagem envolvendo Tomaz e cita a relação dele com o senador; a piauí afirma que documentos indicam que Flávio foi sócio indireto da bet e que a PF quer investigar se ele era sócio oculto. Flávio nega qualquer relação financeira com Tomaz e chama as suspeitas de "fake news"; Tomaz diz que pagou as viagens do próprio bolso. É investigação em curso: não há indiciamento, denúncia ou condenação. No Senado, Flávio votou contra a Lei das Bets em 2023 e hoje diz defender apostas esportivas, mas não cassinos on-line.
Flávio Bolsonaro e o “esquema na pandemia”: o que há sobre os hospitais federais do Rio e a Precisa
A expressão “Flávio Bolsonaro esquema pandemia” ganhou as buscas em outubro de 2026, na reta final do segundo turno, depois que o deputado André Janones pediu a apoiadores que a pesquisassem. Ela remete sobretudo a uma reportagem da Agência Pública (1º/10/2026): segundo gestores, parlamentares e servidores ouvidos, Flávio, sem cargo no governo do pai, teve forte influência sobre os seis hospitais federais do Rio entre 2019 e 2022. O deputado Otoni de Paula o acusou de chefiar um esquema de corrupção nesses hospitais, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o chamou de “poderoso chefão” deles; nenhum dos dois apresentou provas públicas. Auditorias do TCU e da CGU citadas pela Pública e pelo deputado Lindbergh Farias apontaram sobrepreço em licitações do Hospital dos Servidores (cerca de R$ 69 milhões e R$ 18,1 milhões), detectado antes da assinatura dos contratos, mas as fontes lidas não ligam essas licitações a Flávio. Em agosto de 2026, Lindbergh pediu ao STF que apure a conduta do senador, dizendo não lhe imputar crime. Separadamente, Flávio levou o dono da Precisa Medicamentos, empresa da Covaxin, a uma reunião com o presidente do BNDES em 2020, o que ele confirmou e disse ter sido para um projeto de internet; a piauí relata que um executivo da Precisa lhe deu um Rolex num passeio de lancha em julho de 2020, o que não foi confirmado por outra fonte. A CPI da Pandemia propôs indiciar Flávio só por incitação ao crime, não por esses fatos. Não há denúncia nem condenação. Em 2019 Flávio negou participação numa nomeação em Bonsucesso e, em 2021, segundo o Correio da Manhã, negou ter indicado diretores; sobre as reportagens de 2026, as fontes lidas não trazem resposta dele.
Flávio Bolsonaro e o meio ambiente: projetos, plano de governo e declarações (2019–2026)
Reúne as propostas e falas de Flávio Bolsonaro, senador (PL-RJ) e candidato à Presidência em 2026, que flexibilizam regras ambientais, e as conferidas em fonte primária. No Senado, ele apresentou com Marcio Bittar o PL 2362/2019, que revogava a Reserva Legal do Código Florestal e foi retirado pelo autor em 15/08/2019; é autor único do PL 6479/2019, que revoga o decreto de criação da Estação Ecológica de Tamoios (Angra dos Reis), área onde o Ibama autuou Jair Bolsonaro por pesca em 2012; e é coautor do PL 3490/2024, de Carlos Portinho, que tira o Alto Corcovado do Parque Nacional da Tijuca. O plano de governo registrado no TSE propõe que a licença ambiental seja concedida se o órgão não decidir no prazo, e também fixa a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2029. Em Marabá (PA), em 19/10/2026, ele disse que o produtor vai “fazer o que quiser na sua terra” e que vai acabar com entraves ambientais que atribui a “razões ideológicas”. Dois projetos aprovados pela Câmara em 20/05/2026 (embargos do Ibama e Flona do Jamanxim) não são de autoria nem de relatoria de Flávio. Propor ou defender mudança de lei não é ilegalidade; o dossiê registra textos, votos e falas, sem avaliar o mérito.
Projetos e pautas de Flávio Bolsonaro no Legislativo
Levantamento, na base de dados abertos do Senado, das proposições de autoria, coautoria ou relatoria de Flávio Bolsonaro sobre armas, legítima defesa de policiais, anistia ao 8 de janeiro, STF, aborto, drogas e voto impresso, com a situação de cada uma em 14/10/2026, e de falas dele no plenário sobre esses temas. Nenhuma das proposições listadas virou lei. Não foi encontrada proposição dele sobre caça no Senado. O período na Alerj (2003–2019) não foi pesquisado.
Imóveis da família Bolsonaro pagos com dinheiro vivo
Em 30/08/2022, em plena campanha, o UOL publicou levantamento dos repórteres Thiago Herdy e Juliana Dal Piva em escrituras e certidões de cartório: desde os anos 1990, Jair Bolsonaro, irmãos, os três filhos mais velhos, a mãe e duas ex-mulheres negociaram 107 imóveis, dos quais pelo menos 51 foram pagos total ou parcialmente em dinheiro em espécie, num total de R$ 13,5 milhões (R$ 25,6 milhões corrigidos pelo IPCA). Bolsonaro reagiu perguntando “qual é o problema” de comprar imóvel com dinheiro vivo e, dias depois, passou a dizer que a expressão “moeda corrente” das escrituras não indica dinheiro vivo — ponto em que entidades de cartórios lhe deram razão em parte e o UOL e a agência Aos Fatos o contestaram. Um desembargador do TJDFT mandou retirar as reportagens do ar a pedido de Flávio Bolsonaro; o ministro André Mendonça (STF) derrubou a ordem no dia seguinte. O mesmo ministro negou, em 2022, o pedido do senador Randolfe Rodrigues para investigar a família e arquivou, em 2023, pedido semelhante do deputado Reginaldo Lopes, por falta de justa causa. Comprar imóvel em dinheiro não é crime; ninguém foi denunciado por essas compras.
O STF mantém dois inquéritos sobre ataques digitais às instituições: o Inq 4781, aberto em 2019 pela Presidência do Tribunal e sigiloso, e o Inq 4874, aberto em 2021 para apurar uma organização "de forte atuação digital", que o próprio STF chama de inquérito das "milícias digitais". Nenhum dos dois resultou, até 14/10/2026, em denúncia localizada contra integrante da família Bolsonaro. Jair Bolsonaro é investigado desde 04/08/2021 na Pet 9842, notícia-crime do TSE sobre o pronunciamento de 29/07/2021 contra as urnas, hoje apensada ao Inq 4874 e sem desfecho localizado. A expressão "gabinete do ódio" aparece em depoimento à CPMI das Fake News, em decisão do STF que a atribui a deputados, em relatório parcial da PF que a diz "autodenominada" pelos próprios integrantes e em notícia oficial do STF; a CPMI terminou sem aprovar relatório.
Em outubro de 2021 a Receita Federal reteve em Guarulhos um conjunto de joias presenteado por autoridades sauditas à comitiva do Ministério de Minas e Energia; outros presentes recebidos por Jair Bolsonaro ou por essa comitiva foram destinados ao acervo privado dele. Segundo a Polícia Federal, parte desses bens foi levada aos EUA e vendida ou posta à venda em 2022. Depois que o TCU mandou entregá-los, a defesa entregou dois conjuntos à Caixa em 2023; de um relógio Patek Philippe vendido nos EUA, a PF dizia em 2023 não haver indício de recuperação. O relatório final da PF (julho de 2024) indiciou Bolsonaro e outras 11 pessoas. Em 04/03/2026 a PGR promoveu o arquivamento, alegando lacuna legislativa sobre a natureza jurídica desses presentes; o relator no STF devolveu os autos à PGR e, no andamento oficial consultado em 14/10/2026, não havia decisão sobre o arquivamento nem denúncia. Na esfera fiscal, a Receita lavrou o Auto de Infração nº 10814.721675/2026-12, e o relator determinou em 06/10/2026 a intimação de Bolsonaro. Bolsonaro afirmou em 2023 nunca ter praticado ilegalidade, e a defesa sustenta que ele não tinha ingerência sobre os presentes (ver Respostas).
A loja de chocolates de Flávio Bolsonaro e a suspeita de lavagem no caso da "rachadinha"
Desde 2015 Flávio Bolsonaro foi sócio, com um empresário, da Bolsotini Chocolates e Café, franqueada da Kopenhagen num shopping da Barra da Tijuca (Rio). Na investigação da "rachadinha" no antigo gabinete dele na Alerj, o Ministério Público do Rio suspeitou que a loja tivesse sido usada para dar aparência legal a dinheiro desviado: segundo reportagens, os promotores apontaram depósitos em dinheiro vivo desproporcionais ao faturamento, R$ 1,6 milhão de diferença entre 2015 e 2018 e, somada a compra da franquia, ao menos R$ 2,1 milhões sob suspeita. A loja foi alvo de busca e apreensão em 18/12/2019. A denúncia apresentada em 2020 deixou a loja de fora das imputações e citou a empresa como linha de investigação a continuar. Em fevereiro de 2021 a franquia foi devolvida ao grupo dono da marca. As provas do caso foram anuladas pelo STJ e pelo STF por motivos processuais, e a denúncia foi rejeitada em 2022 sem ter sido recebida. Flávio nega as acusações e diz que a loja foi comprada com recursos próprios declarados. Ninguém foi condenado.
Relatório do Coaf revelado em dezembro de 2018 apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 na conta de Fabrício Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj. O MPRJ investigou suspeita de devolução de salários de servidores do gabinete e, em outubro de 2020, denunciou Flávio, Queiroz e outras 15 pessoas por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. Em 2021, o STJ anulou a quebra de sigilo bancário e fiscal e declarou o juiz de 1º grau incompetente, com anulação de decisões dele (alcance descrito de modo diferente pelas fontes); o STF anulou quatro relatórios do Coaf e declarou imprestáveis, em relação a Flávio, os elementos colhidos pelo MPRJ. Em 16/05/2022, depois de pedido do próprio MPRJ, o Órgão Especial do TJRJ rejeitou a denúncia por falta de justa causa: ela nunca foi recebida, e não houve julgamento de mérito, condenação ou absolvição. Na esfera cível, o MPRJ move uma ação de improbidade contra ex-assessores do gabinete, em curso. Flávio Bolsonaro nega irregularidades (ver Respostas).
Willer Tomaz: o advogado amigo de Flávio Bolsonaro na mira da PF
Willer Tomaz é advogado e empresário em Brasília, com trânsito entre políticos de vários partidos, e amigo declarado do senador Flávio Bolsonaro. Em 2017 foi preso na Operação Patmos, acusado de cooptar um procurador da República em favor da JBS; a denúncia foi depois rejeitada pelo TRF-1 por falta de provas, segundo o Estadão. Em agosto de 2026 foi alvo de buscas da PF na Operação Sem Desconto (fraudes no INSS), que, segundo a polícia, apura se ele serviu de apoio financeiro e patrimonial ao senador Weverton Rocha. Reportagens documentam viagens com Flávio, um voo em jato do qual Tomaz era cotista ao lado de empresa ligada a Daniel Vorcaro, um imóvel usado por Flávio na campanha, e-mails sobre uma conta de offshore de Tomaz, apostas bilionárias e, em 19/10/2026, uma operação sobre vazamento de decisões do STJ para ele. Tomaz nega todas as irregularidades e diz não ser investigado na Sem Desconto; Flávio diz que entre os dois há só amizade. Ninguém aqui foi condenado.
Situação dos procedimentos
Esfera criminal
Procedimento Investigatório Criminal nº 2018.00452470 (MPRJ) — suspeita de 'rachadinha' no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj Decisão anulada
HC 201.965/RJ (STF) — nulidade de relatórios de inteligência financeira do Coaf e dos elementos do PIC em relação a Flávio Bolsonaro Decisão anulada
Procedimento vinculado ao Inq 5.026 (STF) — financiamento do filme Dark Horse Investigado
Petição 10.064 (STF) — apuração preliminar da PGR sobre incitação ao crime (art. 286) proposta pela CPI da Pandemia, convertida em inquérito Outra situação (ver ficha)
Reclamação 41.910 (STF) — MPRJ contra a decisão do TJRJ que reconheceu foro a Flávio Bolsonaro Outra situação (ver ficha)
RHC 125.461/RJ (STJ) — nulidade da quebra de sigilo bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro e outros Decisão anulada
RHC 135.206/RJ (STJ) — incompetência do juízo de 1º grau e nulidade de decisões da 27ª Vara Criminal no caso Decisão anulada
Denúncia do MPRJ contra Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e outros 15 ("caso das rachadinhas") — Órgão Especial do TJRJ Outra situação (ver ficha)
Comissões parlamentares de inquérito
CPI da Pandemia (Senado Federal, 2021) — relatório final e propostas de indiciamento Outra situação (ver ficha)
Esfera cível, administrativa e de controle
Ação civil pública por improbidade administrativa nº 0936679-63.2023.8.19.0001 (MPRJ) contra ex-assessores do antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj — 2ª Vara da Fazenda Pública da Capital Outra situação (ver ficha)
Ação de indenização de Chico Buarque contra Flávio Bolsonaro por uso de imagem em montagem (6º Juizado Especial Cível da Lagoa, TJRJ) Decisão reformada
Cronologia
21 out. 2026 — André Janones pede, num grupo de apoiadores de Lula, que pesquisem “Flávio Bolsonaro esquema pandemia” no Google, e a expressão ganha destaque nas buscas, segundo o NC News, que ressalva que o aumento das buscas não comprova esquema algum. No mesmo dia, a piauí publica a reportagem sobre o passeio de lancha com executivos da Precisa. Fato documentado
- NC Newsfichaparágrafos de abertura e trecho “o aumento das buscas não comprova a existência de qualquer esquema envolvendo Flávio Bolsonaro”
- revista piauífichacabeçalho: data “21 Out 2026”
20 out. 2026 — A piauí publica que documentos “indicam” que Flávio foi sócio indireto da Best Bet e que a PF pediu ao STF um inquérito sobre a suspeita de que ele era sócio oculto da bet. A Folha informa que o mesmo inquérito apura condutas de Cláudio Castro e Alexandre Ramagem. O Metrópoles mostra que a Rede Loto lançou marcas de apostas que não divulgou. Flávio pede a Moraes acesso aos autos. Alegação atribuída
- revista piauífichasubtítulo e trecho “a Polícia Federal solicitou ao STF a abertura de um inquérito para investigar a suspeita de que Flávio era, na verdade, sócio oculto da Best Bet”
- Jornal de Brasília / Folhapressfichaparágrafo de abertura
- Metrópolesfichaparágrafo de abertura
- RDNewsfichaparágrafo de abertura: “pediu nesta terça-feira (20) ao ministro do STF … acesso aos autos”
19 out. 2026 — Flávio divulga nota: diz que a relação com Tomaz é de amizade entre famílias, que nunca manteve conta tendo Tomaz ou suas empresas como usuário master e que as insinuações visam “espalhar Fake News”. Tomaz diz que não há “sócios ocultos” e que a Rede Loto “nunca lançou operação de apostas”. Declaração registrada
- Jovem Panfichaseção “O que dizem Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz”
- Metrópolesfichanota de Willer Tomaz ao final
19 out. 2026 — Em discurso de campanha em Marabá (PA), Flávio promete regularização fundiária e diz: “Você vai poder plantar, criar gado, vai fazer o que quiser na sua terra e o que você explorar da terra é seu. Esses entraves que existem ambientais por causa de razões ideológicas a gente vai acabar”, segundo a Folhapress. Declaração registrada
- A Gazeta / Folhapressficha1º a 3º parágrafos, com a citação do discurso
19 out. 2026 — Operação Linceu: a PF faz busca contra Humberto Fontoura Pradera, ex-secretário de TI do STJ, suspeito de repassar a Tomaz informações de processos antes da divulgação oficial. A investigação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes (STF). Tomaz nega. Suspeita sob investigação
- ICL Notíciasfichaparágrafos de abertura e trecho “Willer nega ter tido acesso irregular”
18 out. 2026 — No debate presidencial da Band, Lula pergunta a Flávio Bolsonaro por que atuou na defesa do policial; Flávio responde que não se pode criminalizar a advocacia. Declaração registrada
- CartaCapitalfichacitações do debate (pergunta de Lula e resposta de Flávio)
- TVT Newsfichaparágrafo sobre a resposta de Flávio
18 out. 2026 — O Estadão revela que a PF enviou ao STF um novo inquérito para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo a relação de Flávio com Tomaz, com Moraes como relator. No mesmo dia, o UOL informa que a PF investiga R$ 1,4 bilhão em transações entre Tomaz e a Blaze e tem como hipótese que ele seja sócio oculto dessa outra casa de apostas, o que ele nega. Suspeita sob investigação
- UOL / Agência Estadofichaparágrafos de abertura
- UOLfichaparágrafos de abertura: “Uma das hipóteses da PF é que Willer seja sócio oculto da Blaze”
18 out. 2026 — No debate da Band, Flávio admite: “De fato, a saúde não foi uma área que a gente teve o melhor resultado. Eu faço aqui esse mea-culpa”. Quando Lula diz que ele cobrava pedágio de funcionários de um hospital para estacionar, Flávio diz que Lula estava “vomitando um monte de mentiras”. Padilha publica no X que pessoas próximas a Flávio foram indicadas para direções e que contratos sem licitação eram cerca de 70% das contratações. Declaração registrada
Pautas e posições
Armas: Estatuto do Desarmamento, CACs e decretos no Senado
- PDL 193/2023 — Susta o Decreto 11.615/2023 (regulamentação do Estatuto do Desarmamento)
- PDL 7/2023 — Susta o Decreto 11.366/2023, que suspendeu registros de armas e de clubes de tiro (autor: Marcos do Val)
- PDL 8/2023 — Susta o Decreto 11.366/2023, que suspendeu registros de armas e de clubes de tiro (autor: Luis Carlos Heinze)
- PL 1451/2019 — Autoriza fábricas civis de armas e munições sob fiscalização do Ministério da Defesa
- PL 2666/2023 — Concede “porte automático” de arma a colecionadores, atiradores esportivos e caçadores (CACs)
Mais 3 registro(s)
- PL 2734/2021 — Concede a advogados o direito de adquirir e portar arma de fogo para defesa pessoal
- PL 3713/2019 — Altera o Estatuto do Desarmamento sobre aquisição, posse e porte de armas, munições e acessórios
- No Senado, Flávio Bolsonaro defende o decreto de armas assinado por Jair Bolsonaro e diz que ele "restabelece a vontade da população"
Terras indígenas e marco temporal: projetos, PECs e votos no Senado
- PEC 48/2023 — Define o marco temporal de demarcação de terras indígenas no art. 231 da Constituição
- PEC 61/2023 — Dá ao Congresso a competência para aprovar a demarcação de terras indígenas (art. 49 e art. 231)
- Senado, Plenário, 27/09/2023, PL 2903/2023 (votação nominal 6756)
- Senado, Plenário, 09/12/2025, PEC 48/2023, 1º turno (votação nominal 7032)
- Senado, Plenário, 09/12/2025, PEC 48/2023, 2º turno (votação nominal 7033)
Excludentes de ilicitude e uso da força letal por agentes de segurança
- PL 2393/2019 — Inclui a “legítima defesa da sociedade” no art. 25 do Código Penal
- PL 2693/2024 — Inclui a legítima defesa do agente de segurança em conflito armado ou risco iminente (autor: Carlos Viana)
- PL 4640/2019 — Cria a excludente de ilicitude do “suicídio por policial” no Código Penal
- PL 748/2024 — Amplia a legítima defesa para repelir invasão de domicílio ou veículo (autor: Wilder Morais)
- Caso Ana Clara: Flávio Bolsonaro como advogado do policial acusado
Caça esportiva e controle de fauna invasora: projetos, emenda e fala de 2018
Reserva Legal: o projeto que revogava o capítulo do Código Florestal
Licenciamento ambiental: a lei geral e os votos no Senado e na Câmara
Declarações e checagens
Checagens
Declarações
- Candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro pede no Senado o início imediato do impeachment de Alexandre de Moraes e cita o "inquérito do fim do mundo"
- No Senado, Flávio Bolsonaro critica liminar do STF sobre a Lei do Impeachment e diz que "a democracia está ameaçada"
- No Senado, Flávio Bolsonaro defende o impeachment de Alexandre de Moraes com base em reportagem da Folha de S.Paulo e diz que o ministro age como "criminoso"
- No Senado, Flávio Bolsonaro compara a eleição da Venezuela à brasileira e diz que no Brasil defender o voto impresso "virou crime"
- No Senado, Flávio Bolsonaro diz ser contra o aborto, defende a norma do CFM e critica quem recorre ao STF
- No Senado, Flávio Bolsonaro orienta o voto "sim" à PEC 45/2023 e diz que não há ninguém preso no país por consumo de droga
- No Senado, Flávio Bolsonaro chama de "crime impossível" a acusação de golpe pelo 8 de janeiro, após a morte de um preso na Papuda
- No Senado, Flávio Bolsonaro diz que o STF "legisla no nosso lugar" sobre drogas e aborto e cobra de Pacheco o andamento de impeachment de ministro
- No Senado, Flávio Bolsonaro critica a busca na casa de Jair Bolsonaro e diz que ele "comprou todas as vacinas aplicadas neste país"
- No Senado, Flávio Bolsonaro chama de "AI 13" decisão do STF sobre plataformas que criticaram o PL 2.630
- No Senado, Flávio Bolsonaro chama de "narrativa mentirosa" a vinculação de Jair Bolsonaro aos atos de 8 de janeiro
- No Senado, Flávio Bolsonaro pede o arquivamento dos inquéritos do STF, que chama de "sem pé nem cabeça"
Relações documentadas na rede
Adriano da Nóbrega — Nomeação ou trabalho em gabinete/governo
Vínculo indireto: Adriano não ocupou cargo no gabinete. Segundo reportagens (Estado de Minas/Estadão, 12/02/2020; Congresso em Foco, 16/02/2020), a então esposa e a mãe dele foram lotadas no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, a esposa a partir de 2007 e a mãe a partir de 2016, até novembro de 2018; as datas exatas divergem entre as reportagens e não foram conferidas em documento oficial da Alerj. Em nota de 22/01/2019, a defesa de Queiroz afirmou ter pedido as nomeações; Flávio atribuiu a Queiroz a responsabilidade pelas contratações (JB).
- Estado de Minasfichaparáfrase: esposa de 06/09/2007 a 14/11 (ano ambíguo no texto) e mãe de 11/05/2016 a 14/11/2018
- Congresso em Focofichaparáfrase: esposa de 2007 a nov/2018; mãe de abril de 2016 a nov/2018; empregadas com ajuda de Queiroz
- Jornal do Brasilfichatrechos: nota de Queiroz (pediu a contratação por solidariedade à família) e nota de Flávio: "a contratação das duas seria da responsabilidade de Queiroz"
Adriano da Nóbrega — Homenagem, condecoração ou apoio público
Como deputado estadual, Flávio Bolsonaro apresentou a Moção nº 2650/2003 (24/10/2003), de louvor ao 1º Ten PM Adriano Magalhães da Nóbrega, e o Projeto de Resolução nº 1067/2005 (entrada em 22/06/2005), que lhe concedeu a Medalha Tiradentes; o projeto foi aprovado em discussão única em agosto de 2005 (votação registrada em 24/08/2005) e resultou na Resolução 931/2005. Segundo a Exame/Estadão (25/01/2019), Adriano estava preso preventivamente desde janeiro de 2004, acusado de homicídio, quando o projeto foi apresentado e aprovado, e foi absolvido em novo júri em 2007. São dois atos legislativos; não há nas fontes lidas registro de outro contato entre os dois.
- primáriaAssembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro — Sistema de Processo Legislativo 2003-2007fichaDatas: entrada 24/10/2003; trecho: "Presta serviços à Sociedade desempenhando com absoluta presteza e excepcional comportamento"
- primáriaAssembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro — Sistema de Processo Legislativo 2003-2007fichaementa: "CONCEDE A MEDALHA TIRADENTES E RESPECTIVO DIPLOMA AO 1º TEN PM ADRIANO MAGALHÃES DA NÓBREGA"; tramitação: entrada 22/06/2005; votação "Aprovado" 24/08/2005; Resultado Final: Resolução 931/2005
- Examefichaparáfrase: preso preventivamente desde jan/2004 quando a medalha foi proposta e aprovada; absolvido em jan/2007; trecho: "sofria uma injustiça"
- Congresso em Focofichatrecho: "Condecorei o Adriano há mais de 15 anos"
Daniel Vorcaro — Relação comercial
Flávio Bolsonaro pediu a Vorcaro o financiamento de "Dark Horse": contrato de US$ 24 milhões em 14 parcelas, com ao menos cerca de R$ 61 milhões pagos via Entre Investimentos e o fundo Havengate. Os dois se conheceram em dezembro de 2024, segundo Flávio. Ao longo de 2025, Flávio cobrou parcelas atrasadas. Em 16/11/2025, véspera da prisão do banqueiro, escreveu: "Irmão, estou e estarei contigo sempre". Desde 22/07/2026, Flávio é investigado no STF por suspeita, em tese, de lavagem, evasão de divisas e corrupção ligadas a esse financiamento. Vorcaro está preso preventivamente por decisão de 03/03/2026, em outro procedimento (Pet 15.556).
- CNN Brasilfichanota de Flávio Bolsonaro reproduzida pela CNN; trecho: "o aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai"; "Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024"; "Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem."
- CNN Brasilfichaentrada de 18/12/2024; trecho: "O valor do investimento é de US$ 24 milhões , divido em 14 parcelas (duas de US$ 2 milhões e o restante de US$ 1,66 milhões)."; "representada por Karina da Gama e Michael Brian Davis"
- Agência Brasil (EBC)fichaparágrafo sobre 16/11/2025; trecho: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente."
- Agência Brasil (EBC)fichaseção "Imagina um calote"; trecho: "Em 8 de setembro de 2025, Flávio voltou a procurar Vorcaro por causa de parcelas atrasadas."
- Metrópolesfichaparágrafo com a transcrição do pedido da PF e da autorização; trecho: "para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro"; "Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial"
- primáriaSupremo Tribunal Federal (cópia no Wikimedia Commons)fichap. 40, § 106 (dispositivo); trecho: "DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA DOS INVESTIGADOS"; "(i) DANIEL BUENO VORCARO;(ii) FABIANO CAMPOS ZETTEL"
Fabrício Queiroz — Nomeação ou trabalho em gabinete/governo
Queiroz foi assessor do gabinete de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, na Alerj; o TJRJ o identifica como "ex-assessor" do senador. Segundo reportagens, foi exonerado em outubro de 2018 (15 ou 16/10, conforme a fonte); a data de nomeação não foi localizada em documento oficial. Flávio e Queiroz afirmaram que ele tinha autonomia para indicar assessores (Metrópoles, 09/06/2019). Em nota de 22/01/2019, a defesa de Queiroz disse que ele pediu a nomeação de duas familiares de Adriano Magalhães da Nóbrega no gabinete (JB). As acusações e a situação processual estão no envolvimento da ficha de Queiroz.
- primáriaTribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeirofichatrecho: "o senador Flávio Bolsonaro, seu ex-assessor Fabrício Queiroz"
- Jornal de Brasíliafichatrecho: "Queiroz já não era oficialmente funcionário do hoje senador desde 16 de outubro"
- Metrópolesfichaparáfrase: Flávio e Queiroz afirmam que Queiroz tinha autonomia para nomear assessores
- Jornal do Brasilfichanota da defesa de Queiroz: pediu a contratação da mãe e da esposa de Adriano
- Metrópolesfichavídeo de 01/09/2024: pedido de votos; "de cabeça erguida"; Queiroz "vítima" de perseguição (paráfrase)
Frederick Wassef — Relação comercial
Wassef atuou como advogado de Flávio Bolsonaro, inclusive no caso das "rachadinhas" (Poder360, 18 e 20/06/2020). Em 18/06/2020, Queiroz foi preso em imóvel de Wassef em Atibaia (SP); Wassef negou tê-lo escondido e disse que o local estava em obras. Segundo O Povo (29/08/2023), ele deixou a defesa de Flávio depois que veio a público onde Queiroz estava. O Poder360 (01/07/2026) ainda o identifica como advogado de Flávio. O período de representação não foi documentado (procuração ou registro processual não localizado).
- Poder360fichasubtítulo: "Estava na casa do advogado de Flavio"; texto: "Queiroz estava em 1 imóvel do advogado Frederick Wassef, advogado de Flávio e de Jair Bolsonaro"
- Poder360fichatrechos: "Queiroz não estava escondido." / "Meu escritório estava em obras."
- O Povofichatrecho: "Eu confio 100% na capacidade e na lealdade do Wassef"; paráfrase: deixou a defesa após vir à tona onde Queiroz estava
- Poder360fichaparáfrase: Wassef, advogado de Jair Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro
- Diario de Pernambucofichatrecho: "O advogado defende Flávio no caso das movimentações suspeitas apontadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)"
Major Ronald — Homenagem, condecoração ou apoio público
Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, apresentou a Moção nº 3180/2004 (entrada em 08/03/2004; publicação em 11/03/2004), de louvor e congratulações ao Cap PM Ronald Paulo Alves Pereira, lotado no 22º BPM, "pelos importantes serviços prestados ao Estado do Rio de Janeiro" em operação policial no Conjunto Esperança (Complexo da Maré) em 22/01/2004, que, segundo o texto da moção, resultou em confronto armado com três mortos. Ato único; não foi localizada outra relação documentada entre os dois.
- primáriaAssembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro — Sistema de Processo Legislativo 2003-2007fichaDatas: entrada 08/03/2004, publicação 11/03/2004; trecho: "pelos importantes serviços prestados ao Estado do Rio de Janeiro"; "três destes vieram a falecer"
Wilson Witzel — Aliança política ou atuação eleitoral
Na eleição de 2018, Flávio Bolsonaro, candidato ao Senado pelo PSL, apoiou a candidatura de Wilson Witzel (PSC) ao governo do RJ, sem coligação formal: segundo o TSE, a coligação de Witzel era PSC/PROS, e o registro de Flávio não informa coligação. Depois da vitória, Witzel atribuiu o resultado à aliança com Flávio e agradeceu ao "jovem senador" que, "contrariando até mesmo o 01", lhe "deu a mão" (Jornal do Brasil, out/2018). Em setembro de 2019, Flávio disse ao O Globo (relato do Poder360) que, na campanha, atendeu ao pedido de Witzel de assinar autorização para divulgar fotos ao seu lado; chamou-o de "ingrato". Como presidente do PSL-RJ, Flávio havia orientado os deputados do partido, em 16/09/2019, a deixar a base do governo.
- primáriaDivulgaCandContas (API pública)fichaWitzel: nomeColigacao "MAIS ORDEM, MAIS PROGRESSO", composicaoColigacao "PSC / PROS", "Eleito"; Flávio (id 190000614721): partido PSL, composicaoColigacao "**"
- Jornal do Brasilfichatrechos: "Quero manifestar gratidão a um jovem senador que, num gesto simbólico, contrariando até mesmo o 01 (Jair Bolsonaro), me deu a mão"; "salva o Rio de Janeiro, Wilson"
- Poder360fichatrechos: "me procurou pedindo que assinasse uma autorização para poder divulgar fotos ao meu lado. Eu atendi."; "Não me arrependo, mas esperava mais consideração"; orientação de 16/09/2019 para o PSL deixar a base
Lacunas e limitações
- Datas exatas de posse e de fim dos mandatos de deputado estadual não conferidas em fonte da Alerj.
- Reportagens de 2020 e 2021 identificam Flávio Bolsonaro como filiado ao Republicanos; os dados do Senado registram 'sem partido' entre 20/11/2019 e 30/05/2021. Divergência não resolvida (o sistema de filiação partidária do TSE não foi consultado).
- Votações de 2002, 2016 e 2018 conferidas só na Itatiaia (os arquivos de candidatos do TSE não trazem votos).