Políticos · rede de Jair Bolsonaro
Valdemar Costa Neto
CondenadoNa imprensa ×2Corrupção passivaLavagem de dinheiroAssociação criminosa (art. 288 do Código Penal)Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de DireitoGolpe de EstadoOrganização criminosapresidente nacional do PL, partido de Jair Bolsonaro desde 2021; ex-deputado federal (SP); condenado pelo STF, com trânsito em julgado, na AP 470 (mensalão) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com a pena extinta por indulto em 2016; indiciado pela PF no inquérito da trama golpista, não denunciado pela PGR, com investigação reaberta pelo STF em 2025
Apoio a Jair Bolsonaro
Como presidente nacional do PL, acertou com Jair Bolsonaro, em encontro de 23/11/2021, a filiação dele ao partido, assinada em 30/11/2021; o PL oficializou Bolsonaro candidato à reeleição em convenção de 24/07/2022. Em 2026 abriu, com discurso, a convenção do PL que lançou Flávio Bolsonaro à Presidência.
- Agência Brasil (EBC)ficha§ 2: nota do PL: "A definição da data é produto de encontro que, na tarde de hoje, 23, reuniu o presidente da República e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto"
- Agência Brasil (EBC)ficha§ 1: "O presidente Jair Bolsonaro se filiou hoje (30) ao Partido Liberal (PL)"
- Agência Brasil (EBC)ficha§ 1: "O PL oficializou neste domingo (24) a candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição"
- Agência Brasil (EBC)ficha§§ 1–2: formalização da candidatura de Flávio Bolsonaro; convenção aberta "com discurso do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto"
Processos e investigações
Esfera criminal
Prisão em flagrante de Valdemar Costa Neto na Operação Tempus Veritatis (arma e pepita de ouro, 08/02/2024) Investigado
Alvo de busca e apreensão da Operação Tempus Veritatis (08/02/2024), foi preso em flagrante em casa depois que a PF encontrou uma arma de fogo sem licença ("arma de terceiro, com registro irregular", segundo a Agência Brasil); a PF informou também ter achado uma pepita de ouro de origem não comprovada, que a imprensa associou a garimpo ilegal e ao crime de usurpação mineral. A defesa disse que a arma era de um parente e registrada, e que a posse da pepita não seria crime. O ministro Alexandre de Moraes converteu a prisão em preventiva em 09/02/2024 e concedeu liberdade provisória com medidas cautelares em 10/02/2024, após parecer favorável da PGR; as cautelares foram revogadas em 11/03/2025. Não foi localizada denúncia, acordo ou arquivamento relativo à arma ou ao ouro. Prisão em flagrante não é condenação.
Inquérito da Polícia Federal sobre a tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022 Indiciado
Abolição do Estado de DireitoGolpe de EstadoOrganização criminosa
Alvo de busca e apreensão na Operação Tempus Veritatis (08/02/2024). Indiciado em 21/11/2024, segundo a lista da Agência Brasil e a decisão do STF de 11/03/2025. A PGR não o denunciou em 18/02/2025, e Moraes revogou as cautelares em 11/03/2025. Em 21/10/2025, no julgamento da AP 2694 (núcleo 4), a 1ª Turma mandou trasladar as provas para a Pet 12.100 "com vistas à continuidade da investigação" sobre ele por organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Em 29/01/2026 seguia investigado, segundo a Agência Brasil. Não é réu: indiciamento não é acusação nem condenação.
Ação Penal 470 (mensalão) — condenação de Valdemar Costa Neto Condenado (trânsito em julgado)
Corrupção passivaLavagem de dinheiroAssociação criminosa
Condenado pelo Plenário do STF em 26/11/2012 por corrupção passiva (2 anos e 6 meses, 190 dias-multa) e lavagem de dinheiro (5 anos e 4 meses, 260 dias-multa): 7 anos e 10 meses de reclusão em regime inicial semiaberto. Era deputado federal (PR-SP). Denunciado também por formação de quadrilha (art. 288 do CP, crime hoje chamado associação criminosa), não foi condenado por esse crime porque o Plenário empatou. Os embargos de declaração foram rejeitados por unanimidade em 14/08/2013. Começou a cumprir a pena em 05/12/2013, dia em que renunciou ao mandato; passou ao regime aberto, em prisão domiciliar, em novembro de 2014; pagou a multa (R$ 2 milhões, segundo o STF) e teve a punibilidade extinta por indulto (Decreto 8.615/2015) em decisão noticiada pelo STF em 05/05/2016. O indulto extingue a pena, não a condenação. A multa é pena criminal, não reparação de dano.
Cargos
Presidente nacional do Partido Liberal (PL)
- primáriaPortal do TSEfichatabela "Partidos registrados no TSE", linha 21: "PL | PARTIDO LIBERAL | 19.12.2006 | VALDEMAR COSTA NETO | 22" (coluna PRES. NACIONAL)
- Agência Brasil (EBC)ficha§ 2: a convenção "começou apenas por volta do meio-dia, com discurso do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto"
Deputado federal por SP em seis mandatos (1991–2015); renunciou em 01/08/2005 e em 05/12/2013
- primáriaCâmara dos Deputadosfichabloco Mandatos: "Deputado(a) Federal - (Congresso Revisor), 1991-1995, SP, PL" … "Deputado(a) Federal - 2011-2015, SP, PR"; bloco Renúncias: "Renunciou ao mandato de Deputado Federal, na Legislatura 2003-2007, em 1º de agosto de 2005. Renunciou ao mandato de Deputado Federal, na Legislatura 2011-2015, em 5 de dezembro de 2013."
- primáriaCâmara dos Deputados — Dados Abertos (API v2)ficharegistros de 2005-08-01 e 2013-12-05 ("Saída - Afastamento definitivo - Renúncia")
- Agência Câmara de Notíciasficha§ 1: "apresentou carta de renúncia ao seu mandato, que foi lida nesta quinta-feira (5) em Plenário"
Filiação partidária
PL — Partido Liberal (novo nome do PR desde 2019)
- primáriaPortal do TSEfichaseção MUDANÇAS DE NOME E/OU SIGLA, linha 14 (PR → PL, 09/02/2019); nota "** o Partido da República (PR) é o atual Partido Liberal (PL)"; linha 21 da tabela de partidos registrados (PL, deferimento 19.12.2006, presidente nacional VALDEMAR COSTA NETO)
- Agência Brasil (EBC)ficha§ 2: "discurso do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto"
PR — Partido da República (fusão de PL e PRONA)
- primáriaCâmara dos Deputados — Dados Abertos (API v2)ficharegistros de 2007-01-25 ("Alteração de partido", siglaPartido PR), 2007-02-01 e 2011-02-01 (posse, PR) e 2013-12-05 (renúncia, PR)
- Agência Câmara de Notíciasficha§ 1: "O deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP)"
- primáriaPortal do TSEfichaseção FUSÕES, linha 2 (PRONA + PL = PR, RPP nº 305, 19/12/2006); seção MUDANÇAS DE NOME E/OU SIGLA, linha 14: "Partido da República (PR) | Partido Liberal (PL) | RPP nº 305 (29782-39.2006.6.00.0000) | 09/02/2019"
PL — Partido Liberal (legenda original, fundida ao PRONA em 2006)
- primáriaCâmara dos Deputadosfichabloco Mandatos (1991-1995, 1995-1999, 1999-2003 e 2003-2007, "SP, PL"); bloco Atividades Partidárias: "Presidente, Diretório Nacional do PL, 2000"
- primáriaCâmara dos Deputados — Dados Abertos (API v2)ficharegistros "Partido no início da legislatura" das legislaturas 49 a 52 (siglaPartido PL) e registro de 2003-02-01 (posse, PL)
- Agência Câmara de Notíciasficha§ 1: "O presidente do Partido Liberal, deputado Valdemar Costa Neto (PL-SP)"
- primáriaPortal do TSEfichaseção FUSÕES, linha 2: "Partido da Reedificação da Ordem Nacional (PRONA) e Partido Liberal (PL) | Partido da República (PR) | RPP nº 305 (29782-39.2006.6.00.0000) | 19/12/2006"
Saiu na imprensa
Histórico
Nome registrado como "Valdemar Costa Neto", nome civil na API de Dados Abertos da Câmara; o STF (certidão da AP 2694) e a Agência Brasil também o grafam "Valdemar da Costa Neto", forma usada em nomes_contextuais do episódio trama-golpista-nucleo-4-ap-2694.
Foto pública instalada no lugar da caricatura (pedido do responsável): Wikimedia Commons, CC BY 3.0. A caricatura continua registrada, mas não é exibida.