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No Senado, Flávio Bolsonaro compara a eleição da Venezuela à brasileira e diz que no Brasil defender o voto impresso "virou crime"
Registro em revisão de fontes; não publicado.
“A prova da fraude das eleições só está sendo possível porque lá existe o voto eletrônico com comprovante impresso. Vejam que ironia: o voto impresso sendo a luz no fim do túnel para o resgate da democracia na Venezuela; aqui, defender isso virou crime, foi motivo de interferência de outros Poderes em votações aqui no Plenário, e olhem o preço que o Brasil está pagando porque pessoas queriam cobrar mais transparência e mais segurança nas eleições. [...] Aqui no Brasil, enquanto nós não atualizarmos isso, sem nenhum questionamento sobre o que aconteceu no passado, nós vamos continuar tendo eleições, e uma parcela considerável da população vai continuar desconfiando do resultado.”
- primáriaSenado Federal — Dados Abertos (pronunciamento 507963); publicação no DSF de 07/08/2024, pp. 18–18fichatexto integral, §§ 4 e 7
Contexto
Antes da fala: Prestou pesar pela morte do ex-ministro Waldemar Zveiter e manifestou solidariedade "ao povo venezuelano, vítima de um ditador", citando números da Human Rights Watch sobre mortos e presos.
A fala sobre o Brasil é feita "sem nenhum questionamento sobre o que aconteceu no passado", nas palavras do senador. O acervo não registra prova de fraude nas eleições brasileiras; o dossiê "inelegibilidade-tse-eleicoes-2022" trata da condenação eleitoral de Jair Bolsonaro por ataques ao sistema de votação.
Depois da fala: Disse que o voto impresso "vai ser uma bandeira" que vai levantar no Congresso e que "qualquer sistema eletrônico tem vulnerabilidade"; afirmou que os Estados Unidos reconheceram o candidato da oposição venezuelana como presidente eleito "porque lá nós temos um sistema auditável".
Por que importa
Senador associou o sistema eleitoral brasileiro à desconfiança no resultado e defendeu o voto impresso, que disse ter virado crime no Brasil.
Esclarecimentos e retratações
Dossiês relacionados
Limitações
- Afirmações candidatas a checagem: que a prova de fraude na Venezuela "só está sendo possível" pelo comprovante impresso; que no Brasil "defender isso virou crime" e "dá cadeia".
- Números da Human Rights Watch citados no § 3 não conferidos.
- Reações de terceiros fora do plenário não pesquisadas nesta etapa.