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No Senado, Flávio Bolsonaro chama de "crime impossível" a acusação de golpe pelo 8 de janeiro, após a morte de um preso na Papuda
Registro em revisão de fontes; não publicado.
“Abolição violenta do Estado democrático de direito. É o crime impossível. Quem em sã consciência acredita que, após o que aconteceu no dia 8 de janeiro, ia sentar alguém na cadeira de Presidente ou na cadeira do Supremo ou aqui na cadeira do Congresso Nacional, ia começar a dar ordem e o Brasil ia cumprir? É o crime impossível. Golpe de estado. Um movimento completamente espontâneo, sem liderança. Eu pergunto: se é golpe de estado, quem ia ser o ditador do Brasil após o 8 de janeiro? [...] E, por fim, Presidente, a democracia no Brasil está sendo esfaqueada, todos os dias, exatamente por aqueles que dizem defendê-la, e obviamente a gente sabe que isso é falso.”
- primáriaSenado Federal — Dados Abertos (pronunciamento 502586); publicação no DSF de 22/11/2023, pp. 69–71fichatexto integral, §§ 10, 11 e 18
Contexto
Antes da fala: Abriu falando da morte do preso, de 46 anos, "sob a tutela do Estado"; disse que a defesa fez oito pedidos de liberdade provisória, que a PGR se manifestou a favor e que o relator "prevaricou"; questionou a acusação de "associação criminosa armada".
O desfecho judicial posterior em relação a Jair Bolsonaro está no dossiê relacionado: ele foi condenado pela 1ª Turma do STF em 11/09/2025 na AP 2668 (ação da trama golpista), com trânsito em julgado declarado em 25/11/2025.
Depois da fala: No trecho cortado, disse que as condenações "beiram 17 anos", que "terrorismo" é o que o Hamas faz e "não é quebrar vidraça", criticou o julgamento em bloco no STF e perguntou pelos "defensores dos direitos humanos". Ao final, pediu a votação do PL 5.064/2023, do senador Hamilton Mourão, que trata de anistia aos acusados.
Por que importa
Senador negou no plenário a possibilidade de golpe nos atos de 8 de janeiro, qualificou-os como movimento "sem liderança" e defendeu anistia aos acusados.
Esclarecimentos e retratações
Dossiês relacionados
Limitações
- DSF e vídeo da sessão não consultados.
- Afirmações verificáveis listadas como candidatas a checagem no inventário: oito pedidos de liberdade provisória; manifestação da PGR favorável à liberdade provisória; condenações que "beiram 17 anos de cadeia em regime fechado". Faltam os autos e as decisões do STF.