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Declaração · Democracia, eleições e instituições · Atuação parlamentar dos filhos

No Senado, Flávio Bolsonaro chama de "crime impossível" a acusação de golpe pelo 8 de janeiro, após a morte de um preso na Papuda

Flávio Bolsonaro · 21 nov. 2023 · Discurso na 175ª Sessão Deliberativa Ordinária do Senado, como senador (PL-RJ), sobre a morte de Cleriston Pereira da Cunha, preso preventivamente pelos atos de 8 de janeiro · Plenário do Senado Federal, Brasília · Plenário do Senado Federal (texto integral pela API de Dados Abertos; DSF de 22/11/2023, pp. 69–71) · Situação editorial: Revisão de fontes

Auditada — pronta para revisão humana em 14 out. 2026 — Texto conferido no texto integral oficial do Senado. Pronta para revisão não significa aprovação.

Registro em revisão de fontes; não publicado.

“Abolição violenta do Estado democrático de direito. É o crime impossível. Quem em sã consciência acredita que, após o que aconteceu no dia 8 de janeiro, ia sentar alguém na cadeira de Presidente ou na cadeira do Supremo ou aqui na cadeira do Congresso Nacional, ia começar a dar ordem e o Brasil ia cumprir? É o crime impossível. Golpe de estado. Um movimento completamente espontâneo, sem liderança. Eu pergunto: se é golpe de estado, quem ia ser o ditador do Brasil após o 8 de janeiro? [...] E, por fim, Presidente, a democracia no Brasil está sendo esfaqueada, todos os dias, exatamente por aqueles que dizem defendê-la, e obviamente a gente sabe que isso é falso.”

Transcrição conferida no registro original · marcação de tempo: DSF de 22/11/2023, pp. 69–71 (a API não informa horário)

Registro original:

Contexto

Antes da fala: Abriu falando da morte do preso, de 46 anos, "sob a tutela do Estado"; disse que a defesa fez oito pedidos de liberdade provisória, que a PGR se manifestou a favor e que o relator "prevaricou"; questionou a acusação de "associação criminosa armada".

O desfecho judicial posterior em relação a Jair Bolsonaro está no dossiê relacionado: ele foi condenado pela 1ª Turma do STF em 11/09/2025 na AP 2668 (ação da trama golpista), com trânsito em julgado declarado em 25/11/2025.

Depois da fala: No trecho cortado, disse que as condenações "beiram 17 anos", que "terrorismo" é o que o Hamas faz e "não é quebrar vidraça", criticou o julgamento em bloco no STF e perguntou pelos "defensores dos direitos humanos". Ao final, pediu a votação do PL 5.064/2023, do senador Hamilton Mourão, que trata de anistia aos acusados.

Por que importa

Senador negou no plenário a possibilidade de golpe nos atos de 8 de janeiro, qualificou-os como movimento "sem liderança" e defendeu anistia aos acusados.

Esclarecimentos e retratações

Nenhum esclarecimento ou retratação localizado na pesquisa.

Dossiês relacionados

Limitações

  • DSF e vídeo da sessão não consultados.
  • Afirmações verificáveis listadas como candidatas a checagem no inventário: oito pedidos de liberdade provisória; manifestação da PGR favorável à liberdade provisória; condenações que "beiram 17 anos de cadeia em regime fechado". Faltam os autos e as decisões do STF.

Histórico

  1. 14 out. 2026 — Registro criado na recuperação de pautas de Eduardo, Flávio e Carlos Bolsonaro (Lote 5, item 2). Pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes.