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Tema

Uso de recursos públicos e transparência

  • Banco Master e o filme "Dark Horse": recursos de Daniel Vorcaro para a cinebiografia de Jair Bolsonaro (2024–2026)

    Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, o financiamento de "Dark Horse", filme sobre Jair Bolsonaro: um contrato de US$ 24 milhões, dos quais cerca de R$ 61 milhões foram pagos em 2025, por remessas da Entre Investimentos ao fundo Havengate, nos EUA, administrado pelo advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro. O BC liquidou o Master em 18/11/2025, e o STF decretou a prisão preventiva de Vorcaro em 03/03/2026, apontando "indícios consistentes" de gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro no banco. Desde 22/07/2026, Flávio é investigado no STF por suspeita de lavagem, evasão de divisas e corrupção ligadas ao filme. Nenhum documento oficial lido afirma que o dinheiro do filme é produto de crime: a origem e o destino dos recursos ainda estão sob investigação.

  • Flávio Bolsonaro e o “esquema na pandemia”: o que há sobre os hospitais federais do Rio e a Precisa

    A expressão “Flávio Bolsonaro esquema pandemia” ganhou as buscas em outubro de 2026, na reta final do segundo turno, depois que o deputado André Janones pediu a apoiadores que a pesquisassem. Ela remete sobretudo a uma reportagem da Agência Pública (1º/10/2026): segundo gestores, parlamentares e servidores ouvidos, Flávio, sem cargo no governo do pai, teve forte influência sobre os seis hospitais federais do Rio entre 2019 e 2022. O deputado Otoni de Paula o acusou de chefiar um esquema de corrupção nesses hospitais, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o chamou de “poderoso chefão” deles; nenhum dos dois apresentou provas públicas. Auditorias do TCU e da CGU citadas pela Pública e pelo deputado Lindbergh Farias apontaram sobrepreço em licitações do Hospital dos Servidores (cerca de R$ 69 milhões e R$ 18,1 milhões), detectado antes da assinatura dos contratos, mas as fontes lidas não ligam essas licitações a Flávio. Em agosto de 2026, Lindbergh pediu ao STF que apure a conduta do senador, dizendo não lhe imputar crime. Separadamente, Flávio levou o dono da Precisa Medicamentos, empresa da Covaxin, a uma reunião com o presidente do BNDES em 2020, o que ele confirmou e disse ter sido para um projeto de internet; a piauí relata que um executivo da Precisa lhe deu um Rolex num passeio de lancha em julho de 2020, o que não foi confirmado por outra fonte. A CPI da Pandemia propôs indiciar Flávio só por incitação ao crime, não por esses fatos. Não há denúncia nem condenação. Em 2019 Flávio negou participação numa nomeação em Bonsucesso e, em 2021, segundo o Correio da Manhã, negou ter indicado diretores; sobre as reportagens de 2026, as fontes lidas não trazem resposta dele.

  • Orçamento secreto: o sistema de emendas do governo Bolsonaro declarado inconstitucional pelo STF

    Entre 2020 e 2022, o governo Jair Bolsonaro executou emendas do relator-geral do orçamento (RP9): segundo o TCU, R$ 16,7 bilhões foram empenhados em 2021 e R$ 8,6 bilhões em 2022. Os recursos eram distribuídos por indicação política sem transparência sobre quem pedia, com que critério e para quem. Os vetos de Bolsonaro às emendas de relator foram mantidos pelo Congresso num acordo com o Executivo, e o governo executou os recursos por seus ministérios. Auditorias da CGU e do TCU apontaram sobrepreço em compras de máquinas, falhas em obras de pavimentação da Codevasf e indícios de distorção em repasses de saúde no Maranhão. Em 19/12/2022 o STF declarou inconstitucional, por 6 a 5, o uso ampliado das emendas de relator; o cumprimento da decisão segue sob acompanhamento do ministro Flávio Dino. Inconstitucionalidade do mecanismo não é condenação criminal de quem participou dele.