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Família Bolsonaro

Carlos Nantes Bolsonaro

Foto de Carlos Nantes Bolsonaro — Encontro Empresarial Brasil-Rússia, Moscou, 2022
Encontro Empresarial Brasil-Rússia, Moscou, 2022. Foto: Alan Santos/PR (Palácio do Planalto) (2022-02-16) — origem · CC BY 2.0

Filho de Jair Bolsonaro, nascido em 1982. Eleito vereador do Rio de Janeiro pela primeira vez em 2000, exerceu mandatos consecutivos na Câmara Municipal do Rio de 2001 a 2025 (sete, segundo a Agência Senado). Segundo a revista Oeste, formalizou a renúncia ao mandato em 15/12/2025, por carta publicada no Diário Oficial, para disputar o Senado por Santa Catarina. Segundo a Agência Senado (04/10/2026), foi eleito senador por Santa Catarina pelo PL em 04/10/2026, com 2.041.840 votos (25,4% dos válidos); a totalização oficial do TSE não foi consultada.

Auditada — pronta para revisão humana em 14 out. 2026 — Cargos sustentados por notícia institucional do Senado e reportagem, com atribuição; TSE e DOM-Rio pendentes. Ficha restrita a cargos. Evidências pendentes conferidas em 2026-10-14 (docs/auditoria/evidencias-conferencia-grupo2.md).

Última conferência: 14 out. 2026 · Situação editorial: Revisão de fontes

Cargos e mandatos

  1. Vereador do Município do Rio de Janeiro — Câmara Municipal do Rio de Janeiro

    2001 – 15 dez. 2025 · Eleito em 2000 e reeleito sucessivamente. A Agência Senado registra "sete mandatos consecutivos" (2001–2025); a CNN fala em seis — divergência a resolver com dados do TSE. Renúncia formalizada em 15/12/2025 segundo a revista Oeste, que cita carta publicada no Diário Oficial (o Diário Oficial do Município não foi lido).

    • primáriaSenado Notíciasficha§ "Eleito pela primeira vez em 2000, exerceu sete mandatos consecutivos ... de 2001 a 2025"
    • CNN Brasilficha§ "Em 2000, foi eleito vereador do Rio de Janeiro pelo PPB"
    • Revista Oesteficha§1: "formalizou, nesta segunda-feira, 15, sua renúncia ao mandato de vereador"
  2. Senador eleito por Santa Catarina — Senado Federal (PL)

    4 out. 2026 – atual ou não informado · Data da eleição; resultado segundo a Agência Senado (a página não informa se é a totalização final do TSE); diplomação e posse não verificadas.

Principais episódios documentados

  • "Abin paralela": Carlos Bolsonaro, indiciado pela PF e não denunciado, tem caso enviado à Justiça Federal; STF arquiva quanto a Jair, já condenado na AP 2668 — Vereador do Rio na época; indiciado pela PF por organização criminosa ("núcleo político"); não denunciado; investigação remetida à Justiça Federal em 20/07/2026

    A Petição 11.108 do STF, aberta em março de 2023, apurou o uso pela Abin, no governo Jair Bolsonaro, do sistema First Mile, que localizava celulares sem ordem judicial, e de outras estruturas da agência para monitorar adversários. Em 12/06/2025 a Polícia Federal concluiu que houve uma organização criminosa comandada pelo então diretor-geral Alexandre Ramagem e indiciou 36 pessoas, entre elas o vereador Carlos Bolsonaro, por organização criminosa; Jair Bolsonaro, apontado pela PF como "principal destinatário", não foi indiciado porque já respondia à ação penal da trama golpista. A PGR não ofereceu denúncia e, em 20/07/2026, o relator Alexandre de Moraes arquivou a investigação quanto a Jair Bolsonaro e Ramagem, condenados na AP 2668 por fatos que incluíam a "Abin paralela" (Jair Bolsonaro foi condenado pela 1ª Turma do STF em 11/09/2025, na ação da trama golpista, com trânsito em julgado declarado em 25/11/2025; para Ramagem, ver o procedimento da AP 2668), e remeteu à Justiça Federal a apuração sobre Carlos e outros 27 indiciados, cuja situação não foi localizada em 14/10/2026. Flávio Bolsonaro aparece no relatório como suposto beneficiário de um dos episódios, sem ser investigado; não se localizou menção a Eduardo Bolsonaro no relatório nem na decisão de 20/07/2026.

  • CPI da Pandemia: indiciamentos propostos a Jair, Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro e o destino de cada proposta — Então vereador do Rio de Janeiro; indiciamento proposto por incitação ao crime (art. 286), com envio ao MPRJ; requerido na Pet 10.064, convertida em inquérito

    O relatório final da CPI da Pandemia, aprovado pela comissão em 26/10/2021, propôs indiciar Jair Bolsonaro por nove tipificações e Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro por incitação ao crime (art. 286 do CP). É conclusão de CPI, não acusação formal. Até 14/10/2026 não se localizou denúncia contra nenhum dos quatro com base nessas imputações. Duas apurações sobre Jair foram extintas em 2023 a pedido da PGR, com recurso pendente no Plenário do STF. Outras três seguem sem decisão de arquivamento visível. A apuração preliminar sobre incitação (Pet 10.064), que tem o pai e os três filhos entre os requeridos, foi convertida em inquérito sigiloso em 17/09/2025; a decisão de conversão cita crimes contra a administração pública, e o objeto do inquérito resultante não é público.

  • Inquéritos 4781 e 4874 do STF e CPMI das Fake News: Jair Bolsonaro investigado, sem denúncia localizada contra a família — Apontado pela deputada Joice Hasselmann, em depoimento à CPMI (04/12/2019), como um dos "mentores" do grupo; objeto de requisição de informações no Inq 4874 (03/03/2022) sobre viagem oficial; condição processual nos inquéritos não documentada em fonte pública primária

    O STF mantém dois inquéritos sobre ataques digitais às instituições: o Inq 4781, aberto em 2019 pela Presidência do Tribunal e sigiloso, e o Inq 4874, aberto em 2021 para apurar uma organização "de forte atuação digital", que o próprio STF chama de inquérito das "milícias digitais". Nenhum dos dois resultou, até 14/10/2026, em denúncia localizada contra integrante da família Bolsonaro. Jair Bolsonaro é investigado desde 04/08/2021 na Pet 9842, notícia-crime do TSE sobre o pronunciamento de 29/07/2021 contra as urnas, hoje apensada ao Inq 4874 e sem desfecho localizado. A expressão "gabinete do ódio" aparece em depoimento à CPMI das Fake News, em decisão do STF que a atribui a deputados, em relatório parcial da PF que a diz "autodenominada" pelos próprios integrantes e em notícia oficial do STF; a CPMI terminou sem aprovar relatório.

  • Trama golpista, núcleo 2: cinco réus condenados em definitivo e um absolvido na Ação Penal 2693 do STF — Arrolado como testemunha; oitiva indeferida pelo relator (decisão de 29/06/2025)

    O núcleo 2 da denúncia da PGR de fevereiro de 2025 reuniu seis acusados, entre eles dois ex-assessores da Presidência no governo Bolsonaro (Filipe Martins e Marcelo Câmara), o ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques e o general da reserva Mário Fernandes. A 1ª Turma do STF recebeu a denúncia em 22/04/2025 e, em 16/12/2025, por unanimidade, condenou cinco réus a penas de 8 anos e 6 meses a 26 anos e 6 meses e absolveu o delegado Fernando de Sousa Oliveira por insuficiência de provas. Para os cinco condenados, o trânsito em julgado foi declarado em 23/04/2026, e as penas estão em execução (EPs 215 a 219); a absolvição também transitou em julgado, em data que diverge entre documentos do STF.

Situação dos procedimentos

Agrupados por natureza. Cada grupo segue regras próprias e não deve ser somado aos outros; o número de procedimentos não indica culpa. A situação mostrada é a desta pessoa em cada procedimento, na data de verificação.

Esfera criminal

Inquéritos, denúncias, ações penais e seus recursos e incidentes. Investigação e denúncia não são condenação.

Comissões parlamentares de inquérito

Conclusões e pedidos de indiciamento de CPI não são acusação formal nem decisão judicial.

Cronologia

  1. 9 out. 2026 — Despacho no Inq 4781 (publicado em 14/10/2026) registra que "a análise dos procedimentos permanece em andamento". Fato documentado

    Dossiê: Inquéritos 4781 e 4874 do STF e CPMI das Fake News: Jair Bolsonaro investigado, sem denúncia localizada contra a família

  2. 6 out. 2026 — No Inq 4.888, o presidente do STF, Edson Fachin, dá 5 dias à PGR para ratificar ou não o pedido de arquivamento de 2023. Decisão judicial

    Dossiê: CPI da Pandemia: indiciamentos propostos a Jair, Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro e o destino de cada proposta

  3. 4 out. 2026 — Carlos Bolsonaro é eleito senador por Santa Catarina (PL), segundo a Agência Senado. Fato documentado

    Dossiê: "Abin paralela": Carlos Bolsonaro, indiciado pela PF e não denunciado, tem caso enviado à Justiça Federal; STF arquiva quanto a Jair, já condenado na AP 2668

    • primáriaSenado Notíciasficha§1: "Santa Catarina elegeu neste domingo (4) Carol de Toni e Carlos Bolsonaro"
  4. 9 set. 2026 — O presidente do STF, Edson Fachin, revoga pela Portaria 189 a designação de Moraes para conduzir o Inq 4781, preservando os atos já praticados. No mesmo dia a Pet 9842 é registrada à Presidência em cumprimento à portaria. Fato documentado

    Dossiê: Inquéritos 4781 e 4874 do STF e CPMI das Fake News: Jair Bolsonaro investigado, sem denúncia localizada contra a família

  5. 21 ago. 2026 — O relator determina à AGU o cumprimento da perda do cargo de Silvinei Vasques, com cassação da aposentadoria como policial rodoviário federal. Decisão judicial

    Dossiê: Trama golpista, núcleo 2: cinco réus condenados em definitivo e um absolvido na Ação Penal 2693 do STF

  6. 28 jul. 2026 — Os autos são remetidos ao TRF-1 (guia 20.918/2026). Fato documentado

    Dossiê: "Abin paralela": Carlos Bolsonaro, indiciado pela PF e não denunciado, tem caso enviado à Justiça Federal; STF arquiva quanto a Jair, já condenado na AP 2668

    • primáriaPortal do STFficha28/07/2026: "Remessa dos autos ao juízo competente, Guia: 20918/2026"
  7. 20 jul. 2026 — Moraes arquiva a investigação quanto a Jair Bolsonaro, Ramagem e dois ex-integrantes da Abin (condenados pelos mesmos fatos, segundo a decisão), arquiva-a por falta de justa causa quanto a cinco gestores da Abin, envia o restante — inclusive Carlos Bolsonaro — à Justiça Federal e manda compartilhar os autos com o Inq 4.781. Arquivamento

    Dossiê: "Abin paralela": Carlos Bolsonaro, indiciado pela PF e não denunciado, tem caso enviado à Justiça Federal; STF arquiva quanto a Jair, já condenado na AP 2668

  8. 18 jun. 2026 — A PGR manifesta-se pelo declínio de competência à primeira instância, sem oferecer denúncia nesta petição. Fato documentado

    Dossiê: "Abin paralela": Carlos Bolsonaro, indiciado pela PF e não denunciado, tem caso enviado à Justiça Federal; STF arquiva quanto a Jair, já condenado na AP 2668

Ver os 61 eventos na cronologia →

Declarações e checagens

Declarações

Relações documentadas na rede

  • Alexandre Ramagem Rodrigues — Participação conjunta em episódio investigado (Político, recorrente, 2019 – jul. 2024)

    Ramagem e Carlos Bolsonaro foram indiciados pela PF no mesmo inquérito da "Abin paralela" (relatório de 12/06/2025); segundo a PF, Carlos integraria o "núcleo político" e se beneficiaria de informações da agência — imputação não submetida a denúncia nem a julgamento. Carlos compareceu à convenção do PL que confirmou Ramagem candidato a prefeito do Rio em 22/07/2024.

    • Estado de Minas (Folhapress)ficha§1: PF indiciou "o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ)" (relatório entregue ao STF em 12/06/2025)
    • InfoMoneyficha§ "o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) ... compareceu, representando o clã" (convenção de 22/07/2024)

Ver a rede de relações completa →

Lacunas e limitações

  • Local de nascimento diverge: Resende (RJ) segundo o Senado; Rio de Janeiro segundo a CNN — omitido até conferência.
  • Partidos ao longo dos mandatos de vereador (exceto PPB em 2000 e PL atual) não verificados.
  • Totalização oficial do TSE (eleição de 2026) e diplomação não consultadas: o portal do TSE não foi acessado nesta auditoria.
  • Ato de renúncia no Diário Oficial do Município do Rio não lido.

Histórico

  1. 13 out. 2026 — Criação do registro (pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes).
  2. 14 out. 2026 — correção: antes «Filho de Jair Bolsonaro, nascido em 1982. Eleito vereador do Rio de Janeiro pela primeira vez em 2000 (aos 17 anos, pelo PPB, segundo a CNN), exerceu mandatos consecutivos na Câmara Municipal do Rio de 2001 a 2025. Formalizou a renúncia em 15/12/2025 e transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina, onde foi eleito senador pelo PL em 04/10/2026, com 2.041.840 votos (25,4% dos válidos).» / depois: renúncia e resultado eleitoral com atribuição explícita (Oeste; Agência Senado), sem afirmar totalização do TSE — motivo: auditoria da rede federal. Retirada da ficha uma lacuna que remetia a procedimento em pauta interna.
  3. 14 out. 2026 — Foto oficial com licença livre acrescentada (crédito na página).