Rede de relações
Wilson Witzel
PMB

Eleito governador do Rio de Janeiro em 2018 pelo PSC, com apoio de campanha de Flávio Bolsonaro, então candidato ao Senado pelo PSL (fora de coligação formal). Afastado do cargo pelo STJ em agosto de 2020 e destituído pelo Tribunal Especial Misto em 30/04/2021 por crime de responsabilidade (sanção político-administrativa, não condenação criminal). É réu em duas ações penais por fatos de 2019–2020 ligados ao governo do RJ: corrupção passiva e lavagem de dinheiro (denúncia recebida pelo STJ em 11/02/2021) e organização criminosa (denúncia recebida pela 7ª Vara Federal Criminal do RJ em 16/06/2021). Não há sentença localizada até 14/10/2026.
Esta ficha documenta separadamente (A) o envolvimento criminal registrado e (B) a relação com integrantes da família. Uma relação documentada não demonstra, por si só, conhecimento ou participação em crimes.
A. Envolvimento criminal e situação processual
- Réu (denúncia recebida)
Réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em ação penal ligada a contratações na saúde do RJ durante a pandemia (hospitais de campanha, respiradores e medicamentos), com denúncia do MPF recebida por unanimidade pela Corte Especial do STJ em 11/02/2021.
- primáriaPortal do STJfichaparágrafos 1 e 3: "recebeu [...] por unanimidade, denúncia [...] pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro"; "irregularidades na contratação de hospitais de campanha e na compra de respiradores e medicamentos para o combate à Covid-19"
- primáriaPortal do STJfichaparágrafo 1: remessa "para a 7ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro"
- PlatôBR (republicado pelo Estado de Minas)fichatrechos: "retornou em setembro de 2025 ao STJ"; habeas corpus impetrado "nessa quarta-feira, 18", em segredo de Justiça
- Réu (denúncia recebida)
Réu por organização criminosa (art. 2º, § 4º, II e III, da Lei 12.850/2013) na AP 5049124-57.2021.4.02.5101, com denúncia recebida pela 7ª Vara Federal Criminal do RJ em 16/06/2021; segundo a denúncia, a organização atuou de 01/01/2019 a 28/08/2020 e ele seria "o principal líder".
- primáriaCópia do documento público do e-Proc da JFRJ hospedada pela Conjurfichapp. 2 e 11–12: imputação do art. 2º, § 4º, II e III, da Lei 12.850/2013; "RECEBO A DENÚNCIA oferecida em face de WILSON JOSÉ WITZEL"; p. 4: "WILSON JOSÉ WITZEL: seria o principal líder da organização"
B. Relação com a família
Flávio Bolsonaro — Aliança política ou atuação eleitoral
Na eleição de 2018, Flávio Bolsonaro, candidato ao Senado pelo PSL, apoiou a candidatura de Wilson Witzel (PSC) ao governo do RJ, sem coligação formal: segundo o TSE, a coligação de Witzel era PSC/PROS, e o registro de Flávio não informa coligação. Depois da vitória, Witzel atribuiu o resultado à aliança com Flávio e agradeceu ao "jovem senador" que, "contrariando até mesmo o 01", lhe "deu a mão" (Jornal do Brasil, out/2018). Em setembro de 2019, Flávio disse ao O Globo (relato do Poder360) que, na campanha, atendeu ao pedido de Witzel de assinar autorização para divulgar fotos ao seu lado; chamou-o de "ingrato". Como presidente do PSL-RJ, Flávio havia orientado os deputados do partido, em 16/09/2019, a deixar a base do governo.
- primáriaDivulgaCandContas (API pública)fichaWitzel: nomeColigacao "MAIS ORDEM, MAIS PROGRESSO", composicaoColigacao "PSC / PROS", "Eleito"; Flávio (id 190000614721): partido PSL, composicaoColigacao "**"
- Jornal do Brasilfichatrechos: "Quero manifestar gratidão a um jovem senador que, num gesto simbólico, contrariando até mesmo o 01 (Jair Bolsonaro), me deu a mão"; "salva o Rio de Janeiro, Wilson"
- Poder360fichatrechos: "me procurou pedindo que assinasse uma autorização para poder divulgar fotos ao meu lado. Eu atendi."; "Não me arrependo, mas esperava mais consideração"; orientação de 16/09/2019 para o PSL deixar a base
O que os documentos permitem concluir
- Flávio Bolsonaro apoiou a candidatura de Witzel ao governo do RJ em 2018, sem coligação formal entre PSL e PSC, e rompeu publicamente com ele em setembro de 2019.
- As ações penais tratam de fatos que, segundo a denúncia recebida pela 7ª Vara Federal Criminal, ocorreram entre 01/01/2019 e 28/08/2020. Esse período começa depois da aliança eleitoral de 2018 e se sobrepõe em parte ao tempo em que o PSL integrou a base do governo (até setembro de 2019).
O que não foi demonstrado
- Não há, nas fontes lidas, indicação de participação de Flávio Bolsonaro, ou de outro integrante da família, nos fatos imputados a Witzel. Apoio eleitoral não é prova de cumplicidade.
- Não foi documentado apoio de Jair Bolsonaro a Witzel em 2018.
Cargos e mandatos
Governador do Estado do Rio de Janeiro — Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro (PSC)
- primáriaDivulgaCandContas (API pública)fichacampos nomeCompleto "WILSON JOSÉ WITZEL", partido PSC, descricaoTotalizacao "Eleito", composicaoColigacao "PSC / PROS"
- primáriaPortal do STJfichaparágrafo 2: afastamento "determinada inicialmente pelo relator do caso, ministro Benedito Gonçalves, no dia 28 de agosto de 2020"
- primáriaPortal do STJfichaparágrafo 3: Tribunal Especial Misto "condenou o então governador Witzel, pela prática de crime de responsabilidade, à perda do cargo e à suspensão dos direitos políticos por cinco anos"
Situação dos procedimentos
Esfera criminal
Ação Penal nº 5049124-57.2021.4.02.5101 (organização criminosa no governo do RJ, 2019–2020) — 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, desmembrada da APn 977 do STJ Réu (denúncia recebida)
Ação penal contra Wilson Witzel por corrupção passiva e lavagem de dinheiro (contratações na saúde do RJ durante a pandemia) — STJ, número sob segredo Réu (denúncia recebida)
Respostas e contestações
- Resposta não localizada na pesquisa
14 out. 2026: Manifestação de Witzel ou de sua defesa sobre as ações penais não lida nas fontes desta etapa (a PlatôBR de 19/02/2026 não traz declaração dele).
Lacunas e limitações
- Inteiro teor do acórdão de 11/02/2021 e número da ação penal no STJ (segredo).
- Decisão que devolveu o processo ao STJ (set/2025) e resultado do habeas corpus no STF (fev/2026): só reportagem.
- Andamento da AP 5049124-57.2021.4.02.5101 depois de 16/06/2021.
- Atos formais de 2019 sobre a participação do PSL no governo Witzel (cargos ocupados por filiados) não consultados.