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Rede de relações

Roberto Jefferson Monteiro Francisco

Foto de Roberto Jefferson Monteiro Francisco — Depoimento ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, 2005
Depoimento ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, 2005. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil (2005-06-14) — origem · Atribuição (Agência Brasil: reuso com crédito)

Ex-deputado federal e ex-presidente do PTB. Preso preventivamente em agosto de 2021 no inquérito das milícias digitais; em 23/10/2022, ao receber a PF para cumprir novo mandado de prisão, atirou e lançou granadas contra os agentes. Condenado pelo STF (AP 2493) por crimes contra o exercício dos Poderes, calúnia, incitação e homofobia; responde na Justiça Federal por quatro tentativas de homicídio qualificado e aguarda júri popular.

Auditada — pronta para revisão humana em 14 out. 2026 — Execução conferida no portal do STF; ação do júri sustentada por reportagem atribuída. Evidências pendentes conferidas em 2026-10-14 (docs/auditoria/evidencias-conferencia-grupo2.md).

Última conferência: 14 out. 2026 · Situação editorial: Revisão de fontes

Esta ficha documenta separadamente (A) o envolvimento criminal registrado e (B) a relação com integrantes da família. Uma relação documentada não demonstra, por si só, conhecimento ou participação em crimes.

A. Envolvimento criminal e situação processual

  • Condenado (trânsito em julgado)

    Condenado pelo STF (Plenário virtual, concluído em 13/12/2024; AP 2493) por crimes da Lei de Segurança Nacional (art. 23, IV, c/c art. 18, por 3 vezes), incitação ao crime e discriminação/homofobia (art. 20, § 2º, da Lei 7.716/89), à pena original de 9 anos, 1 mês e 5 dias; transitado em julgado em 31/01/2026.

    Em 31/01/2026, nos embargos infringentes, foi reconhecida a prescrição da calúnia contra o presidente do Senado e da incitação a dano qualificado; a pena em execução passou a 7 anos, 7 meses e 24 dias (despacho de 27/04/2026). Cumpre pena em prisão domiciliar humanitária na EP 178, mantida por decisão de 25/05/2026. A defesa pediu progressão ao semiaberto (petição de 19/02/2026); em 08/05/2026 Moraes indeferiu a dispensa da multa e deferiu seu parcelamento em 24 parcelas "como condição para a progressão de regime". Decisão que conceda a progressão não localizada nos andamentos até 13/10/2026. Agravo regimental (18/05/2026) em julgamento no Plenário, suspenso por pedido de vista de André Mendonça após seis votos pelo desprovimento (sessão virtual de 5 a 15/06/2026).

    Verificado em 14 out. 2026

  • Réu (denúncia recebida)

    Réu por quatro tentativas de homicídio qualificado, resistência qualificada, posse e porte ilegal de armas e explosivos, disparo de arma de grosso calibre e arremesso de explosivos, pelo ataque a agentes da PF em 23/10/2022 em Comendador Levy Gasparian (RJ).

    Segundo a CartaCapital (04/03/2026), foi pronunciado (decisão de levá-lo a júri popular), o TRF-2 manteve a pronúncia e a 6ª Turma do STJ rejeitou novo recurso em 04/03/2026. Data do júri não localizada; consulta direta ao STJ e ao TRF-2 não realizada.

    Verificado em 14 out. 2026

    • CartaCapitalficha§1: Sexta Turma "rejeitou, nesta quarta-feira 4, um recurso"
    • CartaCapitalficha§2: "responde por quatro tentativas de homicídio qualificado"
    • Poder360ficha§ nota da PF: "reagiu à ordem de prisão"; dois agentes feridos por estilhaços

B. Relação com a família

  • Jair Bolsonaro — Encontros ou contatos registrados (Político, pontual, 7 jul. 2020 – 3 ago. 2021)

    Segundo checagem do Aos Fatos (24/10/2022), a agenda oficial do presidente registra dois encontros de Bolsonaro com Jefferson, em 7/07/2020 e 3/08/2021; a checagem também cita fotos dos dois em eventos de 2020 e 2021 e convites do PTB para que Bolsonaro se filiasse ao partido (dez/2020 e out/2021). São encontros pontuais registrados: não demonstram, por si, relação continuada, aliança formal ou intimidade. Em vídeo de janeiro de 2022, segundo a mesma checagem, Bolsonaro disse ter "uma longa história" com Jefferson.

    Depois que os fatos vieram a público: Em 23/10/2022, dia do ataque a policiais federais, Bolsonaro disse que Jefferson se comportou como "bandido" (Poder360); dias depois, em sabatina, afirmou não ter "qualquer ligação" com ele, declaração classificada como falsa pelo Aos Fatos.

    • Aos Fatosficha§ "A agenda oficial de Bolsonaro registra outros dois encontros com Jefferson" (7/07/2020 e 3/08/2021)
    • Aos Fatosficha§ "em janeiro de 2022, o presidente afirmou em vídeo ter \"uma longa história\" com Jefferson"
    • Aos Fatosficha§ sobre a sabatina: "Não existe qualquer ligação minha com Roberto Jefferson"
    • Poder360ficha§1: Jefferson "se comportou como \"bandido\" ao atirar em policiais federais"

O que os documentos permitem concluir

  • Há registros de encontros pontuais entre Jefferson e Jair Bolsonaro entre 2020 e 2021 (agenda oficial em 7/07/2020 e 3/08/2021, segundo a checagem do Aos Fatos) e convites do PTB para filiação; encontros e fotos não demonstram relação continuada.
  • No dia do ataque à PF (23/10/2022), Bolsonaro classificou a conduta de Jefferson como de "bandido"; depois negou "qualquer ligação" com ele, negação classificada como falsa pelo Aos Fatos.
  • Jefferson está condenado definitivamente pelo STF (AP 2493) e é réu, aguardando júri, pelo ataque aos policiais.

O que não foi demonstrado

  • Não há indício, nas fontes lidas, de participação de Jair Bolsonaro ou filhos nos crimes atribuídos a Jefferson.
  • Os encontros de agenda não demonstram, por si, aliança formal (o PTB lançou candidato próprio à Presidência em 2022).

Respostas e contestações

  • Manifestação da defesa

    23 out. 2022: O advogado de Jefferson afirmou à época que ele usou granadas "de efeito moral"; em vídeos, Jefferson admitiu ter atirado e alegou que um agente teria atirado primeiro. Em 2026 a defesa pediu progressão de regime e dispensa da multa por incapacidade econômica.

Lacunas e limitações

  • Agenda oficial da Presidência não consultada diretamente (dados vindos da checagem).
  • Decisão sobre progressão de regime após 27/04/2026 não localizada.
  • Indenização cível à agente ferida (abr/2026) vista só em resultado de busca.

Histórico

  1. 13 out. 2026 — Criação do registro (pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes).
  2. 14 out. 2026 — atualização processual: antes «Em 31/01/2026, nos embargos infringentes, foi reconhecida a prescrição da calúnia contra o presidente do Senado e da incitação a dano qualificado; a pena em execução passou a 7 anos, 7 meses e 24 dias. Cumpre pena em prisão domiciliar humanitária concedida por Moraes em 10/05/2025 (Execução Penal 178). Em 02/03/2026 foi deferida detração desde 13/08/2021; em 17/04/2026 a PGR opinou pela progressão ao semiaberto condicionada ao parcelamento da multa. Decisão sobre a progressão não localizada (despacho mais recente lido: 27/04/2026).» / depois: progressão ainda não concedida; multa parcelada como condição; domiciliar mantida em 25/05/2026; agravo com vista — conferido na EP 178 em 2026-10-14; conclusões ajustadas (encontros pontuais) — motivo: auditoria da rede federal.
  3. 14 out. 2026 — Foto oficial com licença livre acrescentada (crédito na página).