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Rede de relações

Milton Ribeiro

Foto de Milton Ribeiro — Posse como ministro da Educação, 2020
Posse como ministro da Educação, 2020. Foto: Isac Nóbrega/PR (Palácio do Planalto) (2020-07-16) — origem · CC BY 2.0

Pastor presbiteriano. Ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro de julho de 2020 a março de 2022. Deixou o cargo após a divulgação de áudio sobre a atuação de pastores sem cargo público na liberação de verbas do FNDE; foi preso preventivamente pela PF em 22/06/2022 (Operação Acesso Pago) e solto no dia seguinte por decisão do TRF-1. Tornou-se réu no TRF-1 em 2025 por discriminação contra homossexuais, por declarações de 2020.

Auditada — pronta para revisão humana em 14 out. 2026 — Cargo e defesa pública por Bolsonaro conferidos; situação processual atual não verificada em fonte oficial (pendência). Evidências pendentes conferidas em 2026-10-14 (docs/auditoria/evidencias-conferencia-grupo2.md).

Última conferência: 14 out. 2026 · Situação editorial: Revisão de fontes

Esta ficha documenta separadamente (A) o envolvimento criminal registrado e (B) a relação com integrantes da família. Uma relação documentada não demonstra, por si só, conhecimento ou participação em crimes.

A. Envolvimento criminal e situação processual

  • Investigado

    Investigado por tráfico de influência, corrupção passiva, prevaricação e advocacia administrativa na liberação de recursos do FNDE (caso dos pastores no MEC; Operação Acesso Pago). Segundo o Poder360, teve prisão preventiva cumprida em 22/06/2022 e revogada em 23/06/2022 pelo juiz federal Ney Bello, do TRF-1.

    Em ago/2024, segundo o Correio Braziliense, o MPF pediu ao STF a retomada da investigação (que também apura suposta interferência de Jair Bolsonaro); segundo o mesmo jornal, o caso havia sido enviado à primeira instância por decisão da ministra Cármen Lúcia, e cabia ao juiz de primeiro grau decidir sobre o pedido de arquivamento da PGR em relação a Bolsonaro e sobre o pedido da defesa de Ribeiro para anular a operação. Não foi localizada denúncia nem arquivamento confirmado do inquérito principal. Situação em out/2026 não verificada: a consulta processual ao TRF-1 e à Justiça Federal do DF não foi feita nesta auditoria.

    Verificado em 14 out. 2026

    • Poder360ficha§1 e §4: presos por "tráfico de influência", "corrupção passiva", "prevaricação" e "advocacia administrativa"
    • Poder360ficha§3: "o juiz federal Ney Bello ... revogou a prisão preventiva"
    • Correio Brazilienseficha§1 (pedido do MPF de retomada da investigação); §§ sobre competência (decisão de Cármen Lúcia; pedidos de arquivamento da PGR e de anulação pela defesa)
    • Poder360ficha§ "Entenda o caso": "Milton foi preso em 22 de junho de 2022 e solto no dia seguinte pelo juiz federal Ney Bello, do TRF-1"
  • Réu (denúncia recebida)

    Réu por discriminação/preconceito contra homossexuais em razão de entrevista de 2020: segundo a Gazeta do Povo (21/03/2025), a 10ª Turma do TRF-1 recebeu a denúncia por unanimidade em 20/03/2025.

    Desfecho do processo não localizado; número do processo não confirmado em documento oficial; consulta ao TRF-1 não realizada.

    Verificado em 14 out. 2026

B. Relação com a família

  • Jair Bolsonaro — Nomeação ou trabalho em gabinete/governo (Profissional, continuada, 10 jul. 2020 – 28 mar. 2022)

    Jair Bolsonaro nomeou Milton Ribeiro ministro da Educação por decreto de 10/07/2020 (DOU, edição extra) e o exonerou a pedido por decreto de 28/03/2022 (DOU, edição extra).

    Depois que os fatos vieram a público: Segundo o Poder360, Bolsonaro defendeu o ministro em live de 24/03/2022 ("eu boto minha cara no fogo pelo Milton"); a exoneração a pedido veio quatro dias depois. Após a prisão preventiva de Ribeiro (22/06/2022), Bolsonaro disse, segundo o Poder360 (23/06/2022), que "exagerou", mas que punha "a mão no fogo" por ele e que Ribeiro "nem devia ter sido preso".

O que os documentos permitem concluir

  • Milton Ribeiro foi nomeado ministro da Educação por Jair Bolsonaro e exonerado a pedido em 28/03/2022, após o caso dos pastores vir a público.
  • Depois da divulgação do caso, Bolsonaro defendeu publicamente o ministro ("boto minha cara no fogo", 24/03/2022) e, após a prisão, disse que "exagerou" mas que punha "a mão no fogo" por ele (23/06/2022).
  • Ribeiro não tem condenação; no caso do MEC é investigado, e no TRF-1 é réu por discriminação.

O que não foi demonstrado

  • Não foi demonstrada, nas fontes lidas, a afirmação atribuída a Ribeiro em áudio de que a prioridade aos pastores seria um pedido do presidente (o áudio original não foi lido).
  • A suposta interferência de Jair Bolsonaro na investigação permanece apuração sem conclusão localizada.

Cargos e mandatos

  1. Ministro de Estado da Educação — Ministério da Educação

    10 jul. 2020 – 28 mar. 2022

Respostas e contestações

  • Manifestação da defesa

    22 jun. 2022: O advogado de Ribeiro classificou a prisão como "injusta e incabível" e um "excesso".

    • Poder360ficha§ nota do advogado Luiz Carlos da Silva Neto: prisão "injusta e incabível"; "excesso cometido pela Justiça Federal"

Lacunas e limitações

  • Situação atual do inquérito do MEC (denúncia, arquivamento ou tramitação) não confirmada.
  • Áudio divulgado pela Folha em 22/03/2022 não lido diretamente.

Histórico

  1. 13 out. 2026 — Criação do registro (pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes).
  2. 14 out. 2026 — correção: descrições processuais com atribuição explícita à imprensa e registro de que a situação atual não foi conferida no TRF-1 — motivo: auditoria da rede federal.
  3. 14 out. 2026 — correção: antes «revogada em 23/06/2022 pelo desembargador Ney Bello (TRF-1).» / depois «revogada em 23/06/2022 pelo juiz federal Ney Bello, do TRF-1.»; antes «o MPF pediu ao STF a retomada da investigação (que também apura suposta interferência de Jair Bolsonaro), enquanto a PGR havia pedido arquivamento em relação a Bolsonaro e a defesa de Ribeiro pedia anulação.» / depois «o MPF pediu ao STF a retomada da investigação (que também apura suposta interferência de Jair Bolsonaro); segundo o mesmo jornal, o caso havia sido enviado à primeira instância por decisão da ministra Cármen Lúcia, e cabia ao juiz de primeiro grau decidir sobre o pedido de arquivamento da PGR em relação a Bolsonaro e sobre o pedido da defesa de Ribeiro para anular a operação.» — motivo: conferência das reportagens (Poder360 e Correio Braziliense) em 14/10/2026.
  4. 14 out. 2026 — Foto oficial com licença livre acrescentada (crédito na página).