Rede de relações
Milton Ribeiro

Pastor presbiteriano. Ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro de julho de 2020 a março de 2022. Deixou o cargo após a divulgação de áudio sobre a atuação de pastores sem cargo público na liberação de verbas do FNDE; foi preso preventivamente pela PF em 22/06/2022 (Operação Acesso Pago) e solto no dia seguinte por decisão do TRF-1. Tornou-se réu no TRF-1 em 2025 por discriminação contra homossexuais, por declarações de 2020.
Esta ficha documenta separadamente (A) o envolvimento criminal registrado e (B) a relação com integrantes da família. Uma relação documentada não demonstra, por si só, conhecimento ou participação em crimes.
A. Envolvimento criminal e situação processual
- Investigado
Investigado por tráfico de influência, corrupção passiva, prevaricação e advocacia administrativa na liberação de recursos do FNDE (caso dos pastores no MEC; Operação Acesso Pago). Segundo o Poder360, teve prisão preventiva cumprida em 22/06/2022 e revogada em 23/06/2022 pelo juiz federal Ney Bello, do TRF-1.
- Poder360ficha§1 e §4: presos por "tráfico de influência", "corrupção passiva", "prevaricação" e "advocacia administrativa"
- Poder360ficha§3: "o juiz federal Ney Bello ... revogou a prisão preventiva"
- Correio Brazilienseficha§1 (pedido do MPF de retomada da investigação); §§ sobre competência (decisão de Cármen Lúcia; pedidos de arquivamento da PGR e de anulação pela defesa)
- Poder360ficha§ "Entenda o caso": "Milton foi preso em 22 de junho de 2022 e solto no dia seguinte pelo juiz federal Ney Bello, do TRF-1"
- Réu (denúncia recebida)
Réu por discriminação/preconceito contra homossexuais em razão de entrevista de 2020: segundo a Gazeta do Povo (21/03/2025), a 10ª Turma do TRF-1 recebeu a denúncia por unanimidade em 20/03/2025.
- Gazeta do Povoficha§1: "foi tornado réu nesta quinta (20), por unanimidade pela 10ª turma"
B. Relação com a família
Jair Bolsonaro — Nomeação ou trabalho em gabinete/governo
Jair Bolsonaro nomeou Milton Ribeiro ministro da Educação por decreto de 10/07/2020 (DOU, edição extra) e o exonerou a pedido por decreto de 28/03/2022 (DOU, edição extra).
- primáriaDiário Oficial da União (Imprensa Nacional)fichadecreto de 10/07/2020
- primáriaDiário Oficial da União (Imprensa Nacional)fichadecreto de 28/03/2022
- Poder360ficha§2: "eu boto minha cara no fogo pelo Milton"
- Poder360ficha§2: "Eu exagerei, mas eu boto a mão no fogo pelo Milton"
O que os documentos permitem concluir
- Milton Ribeiro foi nomeado ministro da Educação por Jair Bolsonaro e exonerado a pedido em 28/03/2022, após o caso dos pastores vir a público.
- Depois da divulgação do caso, Bolsonaro defendeu publicamente o ministro ("boto minha cara no fogo", 24/03/2022) e, após a prisão, disse que "exagerou" mas que punha "a mão no fogo" por ele (23/06/2022).
- Ribeiro não tem condenação; no caso do MEC é investigado, e no TRF-1 é réu por discriminação.
O que não foi demonstrado
- Não foi demonstrada, nas fontes lidas, a afirmação atribuída a Ribeiro em áudio de que a prioridade aos pastores seria um pedido do presidente (o áudio original não foi lido).
- A suposta interferência de Jair Bolsonaro na investigação permanece apuração sem conclusão localizada.
Cargos e mandatos
Ministro de Estado da Educação — Ministério da Educação
- primáriaDiário Oficial da União (Imprensa Nacional)fichatrecho: "MILTON RIBEIRO, para exercer o cargo de Ministro de Estado da Educação"; assinado por Jair Messias Bolsonaro
- primáriaDiário Oficial da União (Imprensa Nacional)fichatrecho: "EXONERAR, a pedido, MILTON RIBEIRO"
Respostas e contestações
Lacunas e limitações
- Situação atual do inquérito do MEC (denúncia, arquivamento ou tramitação) não confirmada.
- Áudio divulgado pela Folha em 22/03/2022 não lido diretamente.