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Estudo de impacto · vacinação · saúde · Pandemia, saúde pública e vacinação

Queda das vacinações infantis no início da pandemia (março–abril de 2020) e doses perdidas segundo inquérito domiciliar

M. F. Silveira e outros nove autores (2021-04). Artigo revisado por pares.

Situação editorial: Revisão de fontes · Auditoria: bloqueada em 14 out. 2026

Registro em revisão de fontes; não publicado.

Associação estatística. Mostra correlação ou regressão sem estratégia de identificação; não demonstra efeito.

Sentido do resultado: Efeito desfavorável · Leitura: lido integralmente

O que o estudo examina

Decisão ou política
Nenhuma decisão de governo é avaliada diretamente. O estudo examina o choque da pandemia e do distanciamento sobre a vacinação infantil e registra, como mecanismo à parte, a falta de pentavalente no 2º semestre de 2019 por problemas de importação. (Fator externo)
Resultado estudado
Doses aplicadas e coberturas de BCG, hepatite B (1ª dose), pentavalente (3ª), pólio (3ª) e tríplice viral (1ª); proporção de crianças menores de 3 anos com vacinas atrasadas.
Período
SI-PNI de 2017 a junho de 2020; inquérito de agosto de 2020 (doses previstas de março a agosto de 2020).
População ou unidade
Crianças do calendário infantil no Brasil (SI-PNI); 2.530 crianças menores de 3 anos no inquérito, 1.785 com caderneta fotografada.

Método

Duas fontes: (1) SI-PNI, meses de 2020 comparados com a média dos mesmos meses de 2017–2019; (2) quarta rodada do inquérito EPICOVID-19 (24–27/08/2020), amostra probabilística em 133 cidades, com perguntas e fotografia das cadernetas. Comparações descritivas e testes qui-quadrado; sem estratégia de identificação causal.

Estimativa e incerteza

Queda de cerca de 20% nas vacinas aplicadas a crianças de 2 meses ou mais em março–abril de 2020, em relação a janeiro–fevereiro; em abril–maio, −18% para pentavalente e pólio e −27% para tríplice viral; BCG e hepatite B sem queda. Recuperação a partir de maio–junho. No inquérito, 19,0% (questionário) e 20,6% (caderneta) das crianças perderam alguma dose prevista.

Incerteza: IC 95%: 17,0–21,1% (questionário) e 19,0–23,1% (caderneta). Para as quedas do SI-PNI não há intervalo.

Estimativas são do estudo, sob as hipóteses dele; não são valores observados nem se somam a resultados de outros estudos.

Limitações

  • Associação temporal e descritiva: o desenho não isola a pandemia de outras causas; os autores notam que a queda já era visível em 2019.
  • Taxa de resposta do inquérito de cerca de 55%; cidades pequenas e áreas rurais podem estar mal representadas.
  • Definições de dose perdida diferem entre o sistema de rotina e o inquérito.
  • A falta de pentavalente em 2019 é registrada pelos autores, mas o número de crianças afetadas não é estimado.
  • Cobre só 2020: não explica a trajetória de 2021–2022 do indicador.

Evidências divergentes

  • Procianoy et al. (2022), estudo ecológico com dez vacinas de menores de 1 ano (2013–2020), registram em 2020 o menor valor histórico em nove delas, mas dizem não poder afirmar que a pandemia e o distanciamento foram as causas. Leituras compatíveis quanto ao fato (queda), diferentes quanto à força da atribuição. O estudo de Procianoy foi lido só pelo resumo.

Referência e trechos

Silveira MF, Tonial CT, Maranhão AGK, Teixeira AMS, Hallal PC, Menezes AMB, Horta BL, Hartwig FP, Barros AJD, Victora CG. "Missed childhood immunizations during the COVID-19 pandemic in Brazil: Analyses of routine statistics and of a national household survey". Vaccine, 39(25), 3404–3409, 2021. DOI 10.1016/j.vaccine.2021.04.046 — acessar

Indicadores relacionados

Lacunas

  • Estudo com desenho causal sobre as causas da queda das coberturas em 2019–2022 (pandemia, hesitação, desabastecimento, mudança de sistemas de registro) segue não localizado.

Histórico

  1. 14 out. 2026 — Ficha criada no Lote 6, §2 (frente saúde, renda e fiscal), por pesquisa assistida. Método e resultados lidos no texto indicado em "leitura"; aguarda revisão humana de fontes e editorial.