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Estudo de impacto · Meio ambiente, desmatamento e povos indígenas · desmatamento · fiscalização ambiental

Desmatamento e queimadas no sudoeste do Pará sob Rousseff, Temer e Bolsonaro (2014–2020): comparação entre períodos presidenciais, sem isolar decisões específicas

Benjamin Jakimow, Matthias Baumann, Caroline Salomão, Hugo Bendini e Patrick Hostert (2023-04). Artigo revisado por pares.

Situação editorial: Revisão de fontes · Auditada — pronta para revisão humana em 14 out. 2026

Registro em revisão de fontes; não publicado.

Associação estatística. Mostra correlação ou regressão sem estratégia de identificação; não demonstra efeito.

Sentido do resultado: Efeito desfavorável · Leitura: lidas as partes relevantes (método e resultados)

O que o estudo examina

Decisão ou política
Período presidencial (Rousseff 2014–2015, Temer 2016–2018, Bolsonaro 2019–2020), que os autores tratam como "tratamento". Na discussão, eles apontam como explicações plausíveis o enfraquecimento da fiscalização do Ibama (menos operações e multas, fim da destruição de equipamentos apreendidos), cortes no MMA e sinais de tolerância do governo, mas não estimam o efeito de nenhuma dessas decisões em separado. (Executivo federal)
Resultado estudado
Áreas anuais desmatadas e queimadas mapeadas com Landsat e Sentinel-2, e probabilidade de desmatamento e de queimada por ponto amostral (50 mil pontos por ano), por tipo de posse da terra e tamanho de propriedade.
Período
2014–2020 (Bolsonaro: 2019–2020).
População ou unidade
Sudoeste do Pará (região de Novo Progresso e entorno); terras indígenas e áreas militares excluídas da análise de efeitos.

Método

Mapeamento anual de desmatamento e queimadas (todas as observações Landsat e Sentinel-2 de 2014 a 2020), com avaliação de acurácia por amostra de referência. Modelos de resposta binária (desmatado ou não; queimado ou não) com tipo de posse, presidência e índices de seca (SPEI), ponderados por escores de propensão com balanceamento de covariáveis (CBPS) entre tipos de posse (elevação, rugosidade, declividade, distâncias a estradas, rios e frigoríficos, entre outras). O balanceamento é entre tipos de posse, não entre períodos: o "efeito" de cada presidência é uma comparação antes e depois na mesma região, sem grupo de comparação não exposto.

Por que não é lido como estudo causal

Hipóteses de identificação
Os autores tratam a presidência como tratamento e usam pesos de propensão. Uma leitura causal exigiria que, dados a seca (SPEI) e as covariáveis de aptidão agrícola, nada mais relevante tivesse mudado entre os períodos além do governo.
Testes apresentados pelo estudo
Balanceamento de covariáveis entre tipos de posse (S8, não lido) e controle de seca por SPEI. Não há grupo de comparação fora da região nem teste de tendência anterior para os períodos presidenciais.
Ameaças à validade
Preços de commodities, câmbio, crédito, expectativas de regularização fundiária e outras mudanças simultâneas aos períodos não são controlados. Uma só região, dois anos de governo Bolsonaro, e o "tratamento" é o governo como um todo.
Alcance da conclusão
Documenta que desmatamento e queimadas no sudoeste do Pará foram maiores em 2019–2020 que em 2014–2018, com padrão por posse e tamanho de propriedade, controlando seca e aptidão. NÃO demonstra o efeito de decisões federais específicas (Decreto 9.760/2019, cortes no MMA, mudança da fiscalização) e não se estende à Amazônia Legal nem a 2021–2022.

Versão lida: Versão publicada (Journal of Land Use Science 18(1): 176–195, 2023), PDF do repositório edoc da Humboldt-Universität, acessado em 14/10/2026; material suplementar não lido. · avaliação em 14 out. 2026

Estimativa e incerteza

Observado nos mapas: o desmatamento anual caiu até 331 km² em 2017 e chegou a 1.201 km² em 2020, o maior valor da série; a área queimada foi mínima em 2018 (2.343 km²) e máxima em 2020 (4.805 km²) (seção 5.1). No modelo, os maiores aumentos significativos de desmatamento ocorreram sob Bolsonaro em unidades de conservação e áreas não destinadas (cerca de +0,6 no coeficiente, segundo o texto; em unidades de conservação, mudança de 0,6439 de Temer para Bolsonaro, Tabela 4c); a probabilidade de queimada aumentou em todos os tipos de posse, mais sob Bolsonaro.

Incerteza: Erro-padrão de 0,1413 (p < 0,001) para a mudança de Temer para Bolsonaro em unidades de conservação (Tabela 4c); significância p < 0,001 informada no resumo. Acurácia dos mapas: global média de 99%; para o desmatamento total, acurácia média do usuário de 92% e do produtor de 89%. A escala dos coeficientes (presumivelmente log-odds) não foi confirmada no trecho lido.

Estimativas são do estudo, sob as hipóteses dele; não são valores observados nem se somam a resultados de outros estudos.

Limitações

  • Comparação entre períodos na mesma região, sem grupo de comparação não exposto: por isso a ficha usa associação estatística, embora os autores falem em "average treatment effect".
  • Não isola nenhuma decisão federal; as explicações sobre fiscalização e sinais do governo estão na discussão, sem estimativa própria.
  • Cobre só o sudoeste do Pará e só 2019–2020 do governo Bolsonaro.
  • A Tabela 4 ficou desalinhada na extração de texto; só foram usados o texto e uma linha conferível da tabela.

Referência e trechos

Jakimow B, Baumann M, Salomão C, Bendini H, Hostert P. "Deforestation and agricultural fires in South-West Pará, Brazil, under political changes from 2014 to 2020". Journal of Land Use Science 18(1): 176–195, 2023. DOI 10.1080/1747423X.2023.2195420 — acessar

Indicadores relacionados

Lacunas

  • Material suplementar (S5, S8) não lido.

Histórico

  1. 14 out. 2026 — Ficha criada na etapa de pendências do Lote 6 (§6, busca dirigida), por pesquisa assistida. Método e resultados lidos nas partes indicadas em "leitura" e nos trechos; aguarda revisão humana de fontes e editorial.