Declaração · Pandemia, saúde pública e vacinação · Atuação parlamentar dos filhos
Na Câmara, Eduardo Bolsonaro diz que "o lockdown não adianta", que "existem já tratamentos precoces" e que a CoronaVac teria só 50% de eficácia, e não 78%
Registro em revisão de fontes; não publicado.
“E o Governador parece ignorar a realidade: o lockdown não adianta. [...] Então, a verdade é uma só: ninguém sabe ainda como lidar com isso. Mas existem já tratamentos precoces. [...] Não fomos nós que falamos que a vacina tem que ser obrigatória, não fomos nós que falamos inicialmente que a vacina teria 78% de eficácia, quando na verdade só tem 50%.”
- primáriaCâmara dos Deputados — Dados Abertos (API /deputados/92346/discursos) e Diário da Câmara dos Deputados de 25/02/2021 (página não indicada pela API)fichacampo transcricao, §§ 3–5 (lockdown; tratamentos precoces; “78% de eficácia, quando na verdade só tem 50%”)
- primáriaInstituto Butantan — Notíciasficha§§ 1–4 (78% e 100%)
- primáriaInstituto Butantan — Notíciasficha§ 1 (50,38% de eficácia global)
- primáriaAnvisa — gov.br/anvisa (campanha coronavírus, vacinas)fichap. 10 (voto pela aprovação temporária do uso emergencial)
Contexto
Antes da fala: O deputado criticou o governador João Doria pelo decreto e citou uma lista do Poder360 sobre mortes proporcionais por covid-19, na qual, segundo ele, o Brasil aparecia "depois da 20ª posição".
A CoronaVac, desenvolvida pela Sinovac com o Instituto Butantan, teve o uso emergencial autorizado pela Anvisa em 17/01/2021. Em 07/01/2021 o Butantan e o governo paulista anunciaram eficácia de 78% para casos leves com atendimento e de 100% para moderados e graves; em 12/01/2021 divulgaram a eficácia global de 50,38%.
Depois da fala: Disse que o governador "tem usado esta pandemia para fazer política", que "a população [...] vai se revoltar" e encerrou afirmando que "o primeiro a investir dinheiro - alguns bilhões - na vacina foi Jair Bolsonaro, que apostou, no meio da pandemia, na vacina de Oxford".
Por que importa
Deputado federal e filho do presidente da República questionou, no plenário da Câmara, a eficácia de uma vacina autorizada pela Anvisa e a efetividade de medidas de restrição durante a pandemia.
Esclarecimentos e retratações
Checagens
Dossiês relacionados
Limitações
- Áudio e vídeo da sessão não consultados; a nota taquigráfica é "sem revisão do orador".
- As afirmações de que "o lockdown não adianta" e de que "existem já tratamentos precoces" não foram checadas nesta etapa; a lista do Poder360 citada não foi localizada.