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Prévia editorial — não publicada. Os registros abaixo estão em revisão de fontes e podem conter erros. Não compartilhe como versão final.
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Checagem · Democracia, eleições e instituições · Desinformação e ataques à imprensa · Atuação parlamentar dos filhos

Na Câmara, em abril de 2015, Jair Bolsonaro chamou de "urna Smartmatic" a urna eletrônica brasileira; segundo o TSE, as urnas foram fabricadas por Diebold (Diebold Procomp), Unisys e Procomp, e a Smartmatic só foi contratada, em 2014, para recrutar e treinar pessoal de suporte

Jair Bolsonaro · 28 abr. 2015 · Discurso no Pequeno Expediente da Câmara dos Deputados, como deputado federal · Situação editorial: Revisão de fontes

Auditada — pronta para revisão humana em 14 out. 2026 — Divulgação conferida na nota taquigráfica; achados comparados com as páginas do TSE. Pronta para revisão não significa aprovação.

Revisão editorial assistida por IA em 14 out. 2026 — pendente de aprovação humana

Registro em revisão de fontes; não publicado.

Resultado

Falso

As urnas usadas no Brasil até 2015 foram fabricadas por Diebold/Diebold Procomp, Unisys e Procomp, segundo o TSE, e projetadas pela Justiça Eleitoral. A Smartmatic não fabricou nem programou urnas brasileiras; seu contrato com a Justiça Eleitoral em 2014 foi de recrutamento e treinamento de pessoal de suporte. A identificação da urna brasileira como "urna Smartmatic" é, portanto, contrariada pelas fontes oficiais.

A afirmação

“"Ou seja, a Esquerda descobriu que a maneira mais fácil de se perpetuar no poder é manter essa urna Smartmatic."”

Onde e quando foi divulgada:

Ver a declaração completa, com contexto.

Contexto

O deputado defendia emenda de sua autoria para impressão do voto na reforma política. A frase seguiu a menção a acordos assinados pela então presidente Dilma Rousseff na Unasul. Esta checagem examina só o dado factual (a identificação da urna usada no Brasil como "urna Smartmatic"); a parte sobre "perpetuar no poder" é juízo e não é checada.

O que foi verificado

As urnas eletrônicas usadas nas eleições brasileiras até 2015 eram fornecidas ou programadas pela empresa Smartmatic?

Método

Leitura da nota de esclarecimento do TSE de 07/08/2017 sobre a Smartmatic e da lista oficial de fabricantes de urnas publicada pelo TSE em 29/07/2026. Os editais e contratos não foram consultados.

Achados

  • Fato documentado

    Segundo o TSE, a Smartmatic "não é fornecedora das urnas eletrônicas" usadas no Brasil; as urnas foram projetadas pela Justiça Eleitoral e produzidas por empresas escolhidas em licitação.

    • primáriatse.jus.brficha§ 2: "a empresa Smartmatic não é fornecedora das urnas eletrônicas"
  • Fato documentado

    Há um vínculo real entre a empresa e as eleições: segundo o TSE, um contrato com a Smartmatic teve por objeto o recrutamento, a contratação e o treinamento de cerca de 14 mil profissionais de suporte técnico-operacional para as eleições de outubro de 2014, e a empresa "em nenhum momento" atuou na programação das urnas.

  • Fato documentado

    A lista de fabricantes do TSE atribui os modelos de 2004 a 2015 a Diebold/Diebold Procomp, o modelo 2002 e o de 1996 a Unisys Brasil, os de 1998 e 2000 a Procomp e os de 2020 e 2022 a Positivo Tecnologia; a Smartmatic não aparece entre os fabricantes.

Limitações

As fontes são do TSE, órgão que contrata as urnas; editais e contratos não foram abertos. A nota de 2017 é posterior ao discurso (2015), mas trata de contrato de 2014 e da autoria das urnas desde 1996. O orador não indicou de onde tirou a informação. Não foram consultadas checagens de agências.

Resposta do autor

  • Resposta não localizada na pesquisa

    Procurada, em 14/10/2026, nos discursos de Jair Bolsonaro na Câmara de 2014 a 2018 (API de Dados Abertos, busca pelo termo "Smartmatic"): não foi localizada retificação. Em 06/10/2015 e 05/10/2017 ele voltou a associar o voto eletrônico à Smartmatic (ver a declaração relacionada). Nenhum pedido de manifestação foi enviado.

Histórico

  1. 14 out. 2026 — Registro criado no Lote 4, Grupo A (pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes).
  2. 14 out. 2026 — Revisão editorial assistida — correção (titulo): antes «É falso que a urna eletrônica brasileira seja da Smartmatic» / depois «Na Câmara, em abril de 2015, Jair Bolsonaro chamou de "urna Smartmatic" a urna eletrônica brasileira; segundo o TSE, as urnas foram fabricadas por Diebold (Diebold Procomp), Unisys e Procomp, e a Smartmatic só foi contratada, em 2014, para recrutar e treinar pessoal de suporte» — título padronizado no estilo «onde/quando, autor disse que afirmação; o que os dados ou documentos mostram», sem antecipar o rótulo do veredito (folha, pendência 3). interno · fora da versão pública
  3. 14 out. 2026 — Revisão editorial assistida (pendente de aprovação humana): título padronizado (afirmação atribuída seguida do que as fontes mostram).