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Procedimento

Inquérito 4781 (STF) — "inquérito das fake news": notícias fraudulentas, ameaças e ataques ao STF e a seus integrantes

Inq 4781 (número único 0019074-87.2019.1.00.0000) · STF — instaurado pela Presidência (Portaria GP nº 69/2019); relator designado Min. Alexandre de Moraes até 09/09/2026; desde então conduzido pela Presidência do STF · Inquérito no STF · Situação editorial: Revisão de fontes

Auditada — pronta para revisão humana em 14 out. 2026 — Decisões conferidas em notícias oficiais do STF, na cópia da decisão de 26/05/2020 e nos andamentos públicos. Partes não exibidas (sigilo).

Situação atual — verificada em 14 out. 2026

Em tramitação e sigiloso em 14/10/2026. Pela Portaria GP nº 189, de 09/09/2026, o presidente do STF, Edson Fachin, revogou a designação de Alexandre de Moraes para conduzir o inquérito, com efeitos a partir daquela data e preservados os atos já praticados; o portal exibe como relator "MINISTRO PRESIDENTE". Último andamento exibido em 14/10/2026: publicação de despacho de 09/10/2026 segundo o qual "a análise dos procedimentos permanece em andamento". O portal não exibe as partes. Não se localizou, em fontes públicas, denúncia contra integrante da família Bolsonaro originada deste inquérito.

Decisões e movimentações

  1. 14 mar. 2019 Fato documentado

    Instauração do inquérito pela Portaria GP nº 69, da Presidência do STF, com base no art. 43 do Regimento Interno. O objeto, segundo despacho de 19/03/2019, inclui notícias fraudulentas, denunciações caluniosas, ameaças e infrações contra a honra que atinjam o STF e seus membros, e "a verificação da existência de esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais".

  2. 26 mai. 2020 Decisão judicial · decisão monocrática do relator autorizando buscas e apreensões, oitivas e outras diligências (cumprida em 27/05/2020)

    O relator, Alexandre de Moraes, autoriza buscas e apreensões contra blogueiros, ativistas e empresários e a oitiva de deputados federais e estaduais. Na fundamentação, afirma que as provas e laudos "apontam para a real possibilidade de existência de uma associação criminosa, denominada nos depoimentos dos parlamentares como 'Gabinete do Ódio'" — expressão atribuída aos depoimentos de deputados. Nenhum integrante da família Bolsonaro aparece entre os alvos de busca ou entre os deputados chamados a depor nessa decisão.

  3. 18 jun. 2020 Decisão judicial · julgamento do Plenário do STF na ADPF 572 (10 votos a 1)

    O Plenário julga improcedente a ADPF 572 e declara a legalidade e a constitucionalidade do Inq 4781 e da Portaria GP 69/2019; vencido o ministro Marco Aurélio.

    • primáriaPortal do STFficha§§1–2: "declarar a legalidade e a constitucionalidade do Inquérito (INQ) 4781"; "Por dez votos a um"
  4. 16 dez. 2024 Decisão judicial · despacho monocrático de prorrogação por 180 dias (resumido em notícia oficial; despacho não publicado)

    Moraes prorroga o inquérito por 180 dias. Segundo a notícia do STF, a medida serve para "finalizar as investigações" sobre o chamado "gabinete do ódio", "estrutura que teria sido montada no Palácio do Planalto" no governo Jair Bolsonaro, com oitiva de mais 20 pessoas e análise de quebras de sigilo fiscal e bancário. É descrição de objeto de investigação, não conclusão.

  5. 9 set. 2026 Fato documentado · ato administrativo da Presidência do STF (Portaria nº 189/2026, processo SEI 12.146/2026)

    O presidente do STF, Edson Fachin, revoga a designação de Alexandre de Moraes para conduzir o inquérito instaurado pela Portaria 69/2019, com efeitos só a partir de 09/09/2026 e preservação dos atos praticados; as ações penais conexas com denúncia recebida seguem o rito em curso.

  6. 9 out. 2026 Fato documentado · despacho (publicado em 14/10/2026)

    Despacho registra que "a análise dos procedimentos permanece em andamento" e que as informações serão divulgadas à medida que houver decisões, observado o sigilo legal.

Lacunas

  • Processo sigiloso: o portal não exibe partes nem a lista de investigados; a condição processual de pessoas neste inquérito só pode ser documentada por decisões tornadas públicas.
  • Íntegra da Portaria GP 189/2026 não lida (só a nota oficial).
  • Não se localizou relatório final da PF nem manifestação conclusiva da PGR sobre o "gabinete do ódio" no Inq 4781.
  • Cópia oficial da decisão de 26/05/2020 no servidor do STF devolveu HTTP 403; foi lida cópia publicada pelo Poder360, com código de autenticação do STF não validado.

Dossiês

Histórico

  1. 14 out. 2026 — Criação do registro (Lote 2, pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes).